domingo, 30 de outubro de 2011

Coluna

Falando Sério

Graças a Deus, a Ulysses Guimarães e aos deputados constituintes quando foram iluminados por uma sabedoria sublime ao elaborar entre as sete Cartas Magnas, a mais cidadã possível, ou seja, quando promulgaram a Constituição de 1988. Essa nos trouxe uma grande inovação, ou seja, quando se deu ao Ministério Público, entre tantas atribuições, a promoção da ação civil pública, a fim de promover uma proteção efetiva do patrimônio público social e dos interesses difusos coletivos, através de ações civis públicas, visando punir os administradores desonestos pela conhecida ação de improbidade administrativa, levando a punição o mau administrador público e segundo o Jornal da UNICAMP, o mau administrador “não só pode perder o cargo, mas também ficar inabilitado para exercício de direitos políticos por até oito anos. O Ministério Público, para a realização dessas tarefas fundamentais, tem instrumentos de atuação previstos na Constituição e na sua própria Lei Orgânica”.
Prerrogativa I
Ainda informações colhidas no Jornal da UNICAMP, os benefícios das prerrogativas do Ministério Público para o sistema judicial brasileiro avançou a partir da Constituição de 1988, ou seja, o Ministério Público também passou a ter poder de investigar, apurar e denunciar.
Prerrogativa II
Devemos lembrar que, quando os homens passaram a viver em sociedade, eles renunciaram à vingança privada. Se alguém sofre um crime, não pode fazer justiça com as próprias mãos.
Fato I
A Coluna Painel Político do jornalista Alan Alex, trouxe algumas revelações que envolve o prefeito Roberto Sobrinho (PT) e pessoas de sua família. Este segundo o Colunista, possui uma empresa com endereço em sua residência e esta, loca máquinas para as obras das Usinas do Madeira.
Fato II
Diante de tais denúncias, a população espera que a Câmara de Vereadores e o Ministério Público se pronunciem, apure e investigue. A final, as revelações são bombásticas envolvendo um prefeito da capital e com muito menos do que isso, outros prefeitos perderam seus mandatos pelo Brasil a fora.
Remédio
Para onde foi os vereadores da capital da sub-comissão que iria apurar os preços super-faturado dos remédios comprados pela prefeitura da capital. Lembrando que uma “cibalena” era comprada por apenas R$ 9,00, quando na farmácia tem o custo altíssimo de R$ 1,00.
Apaixonado
Em recente conversa com esse Colunista, o ex-deputado Tiziu Jidalias (PP) revelou que não pretende disputar a prefeitura de Ariquemes, pois estaria se apaixonando novamente pela vida empresarial.
Volta
Tiziu (PP) também respondeu que não deseja disputar nenhum cargo eletivo em 2014, reafirmando seu compromisso com suas empresas e descartou qualquer hipótese em voltar à vida pública.
Perdeu
Todos sabem que Tiziu é um pássaro, assim, o ex-deputado o qual estamos falando, tentou se lançar em vôos mais altos em céus de brigadeiro. Este tinha a reeleição garantida para deputado estadual, por conta da sua atuação parlamentar. Conclusão, o passarinho em seu vôo rasante se tornou um Kamikaze.
Ganhando
Com a fala do ex-deputado estadual Tiziu (PP) se colocando fora do cenário político, quem sai ganhando espaço político para disputar a prefeitura de Ariquemes é o deputado estadual Lorival Amorim (PMN).
Pomar
Agora na capital, o PMN de Sandro Moret (sandálias seven) tenta empinar a candidatura do vereador Mário Sérgio da EMDUR a prefeito da capital, uma espécie de candidatura laranja do prefeito Roberto Sobrinho (PT).
Estranho
Estranho é o presidente regional do PMN Sandro Moret está conversando com o prefeito da capital, pois esses por diversas vezes em 2010, jurava mexendo o pezinho que nunca mais se sentaria na mesma mesa com o prefeito da capital para conversa política de aliança.
Oposição
O vereador Edmilson da Dimpus (PSDB) tem sido o único vereador na Câmara Municipal da capital que atua na oposição. Este vem sistematicamente cobrando informações e providências dos atos administrativos da gestão petista a frente da prefeitura da capital.
Ovo
O vereador Edmilson levou a tribuna o tema sobre o asfalto casca de ovo que a prefeitura vem fazendo em alguns bairros da capital. Esse foi moído nos discursos de Eduardo da Milla (PV) e Eliseu da Silva (PP), quando saíram em defesa da gestão petista da capital.
Preço
O vereador Claudio da Padaria (PC do B) saiu em defesa do vereador Edmilson da Dimpus (PSDB) em relação ao asfalto casca de ovo. Esse lembrou em sua fala a gestão Carlinhos Camurça e o preço político que pagou nas urnas por conta de tal asfalto.
Culpa
O vereador Claudio Carvalho (PT) na última sessão na Câmara se justificou perante a população afirmando que não teve culpa do atraso das obras de saneamento básico da capital, devido às denúncias que fez junto ao Ministério Público.
Defesa
Na sua fala, o vereador Claudio Carvalho se defendeu afirmando que o próprio governador Confúcio Moura (PMDB) determinou a contratação de uma empresa para que se fizesse o projeto base de toda obra de saneamento básico na capital, pois até o presente momento não existia.

sábado, 29 de outubro de 2011

Paulo Roberto Matos: homenagem em poucas palavras


            Acredito que fui um dos primeiros dirigentes estaduais do Partido Humanista da Solidariedade (PHS) no Brasil inteiro a conhecer a nova sede nacional localizada no Lago Sul, da nossa capital federal. Fiquei orgulhoso pelo o que vi, pois o nosso PHS vai completar no dia 15 de março do ano que vem, 16 anos de registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
            Desde março de 2005 sou filiado a legenda que tem as bandeiras do humanismo e da solidariedade. Foi pelas mãos dos amigos Júlio Viana, Professor Ernandes e Edvaldo Caiçara que cheguei ao PHS da Paraíba. Logo tive a oportunidade conhecer o presidente nacional, Paulo Roberto Matos, na cidade de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco. Fiquei observando a sua fala, pois nos meus tempos de juventude, era mais atencioso em ouvir os discursos, ficava quietinho e não divagava em meio a reunião como um verdadeiro retratista, compreendo como fases da vida.
            Em apenas duas semanas vi a agilidade que se deu para arrumar a nossa nova sede nacional, bem como o requinte e bom gosto, dando a grandeza a que merece todos os filiados que militam na defesa dos princípios partidários do PHS. É através do empenho do nosso presidente nacional Paulo Roberto Matos, dos Membros da Executiva Nacional, dos dirigentes, mandatários e filiados, unidos numa só corrente, para fazer do nosso partido, uma legenda com grande expressividade no cenário político nacional.
            Posso definir o meu amigo Paulo Roberto Matos com uma personalidade forte, mais que reúne um conjunto de virtudes que o faz o torna um grande homem. Esse homem que tem a mão amiga, que faz dele um amigo íntegro e humanitário. Sempre pautou sua vida numa retidão moral e de grande excelência moral para com seus companheiros. O avalio como um homem rico em virtudes, pois o maior bem material que possui, é o seu cotidiano dedicado a construção do nosso PHS.
            Ao meu amigo Paulo Roberto Matos, que muito me ajudou a crescer, através de seus conselhos, dos puxões de orelhas, das discussões travadas e idéias assimiladas. Rendo a minha homenagem de forma bem sucinta através de palavras escritas com muita sinceridade. A final, esse homem que falo, trata de um homem com um espírito enorme de pureza e seu único vício é a família, a sua maior paixão é o fluminense e sua cachaça é o PHS. Que Deus por muitos anos nos dê a sua companhia Paulo Roberto Matos, que o deixe de sempre com a mente sã, para com a sua sabedoria nos aconselhar e sua vida esteja sempre plena de amor e justiça, seu coração isento de máculas, livre de preconceitos, superstições e sua maior fraqueza, seja a tolerância e a compaixão.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Garçonagem


            Tive a oportunidade de conhecer o deputado federal Lindomar Garçon no ano de 2007, bem as vésperas de fechar as nominatas de vereadores para as eleições de 2008. Em política, é natural um processo de aproximação entre dirigentes partidários com outros dirigentes ou lideranças políticas.
            Convivi pouco com o nobre cidadão, mais o suficiente para fazer uma leitura do homem público que se tornou no cenário regional. Esse tinha uma carreira promissora, pois começou como vereador, depois se tornou prefeito, foi reeleito, ocupou cargo de confiança no governo Cassol I e depois foi eleito e reeleito deputado federal.
            Com toda essa experiência política acumulada e com o desastre eleitoral na disputa a prefeitura de Porto Velho nas eleições de 2008, numa coligação com mais de 10 partidos, que tinha mais de 100 candidatos a vereadores e contava com o apoio oficial do Governador Ivo Cassol, esse se esqueceu de não infringir a “Regra de Ouro” em política ou na vida pessoal.
            Assim, muitos me diziam que o deputado Lindomar Garçon (PV) tem um comportamento na vida pública de não cumprir o que trata, deixando pelo caminho os companheiros de boa fé que tanto lhe ajudaram e mesmo com tanta informação, lhe dei várias oportunidades de redimir-se, mas o mesmo sempre praticou suas “garçonagens”.
            No entanto, essa manobra do 3º secretário da Mesa Diretora da Câmara Federal, Inocêncio Oliveira (PR-PE) em decidir apoiar o deputado federal Lindomar Garçon (PV-RO), por considerar injusta a decisão que mandou empossar o suplente Marcos Rogério (PDT), devido à recontagem de votos em razão de um recurso envolvendo a Lei da Ficha Limpa e criando possivelmente uma crise entre a Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal Federal (STF), além é claro, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
            Para quem ler, entenda o caso segundo a declaração do deputado Inocêncio quando “disse que ainda há recurso pendente de julgamento e só esse fato já é suficiente para que a Câmara aguarde mais um tempo. Mesmo assim disse que conversaria com os demais líderes sobre a decisão do TRE de Rondônia que impediu a recontagem de votos de Daniela Amorim (PTB), que teve a candidatura cassada pela Lei da Ficha Limpa”. Entretanto, mesmo com a decisão posterior do STF definindo que a nova Lei não teria validade para as eleições de 2.010, o TRE entendeu que não deveria rever sua decisão.

As entranhas da República das Alagoas


            Recentemente estive em Brasília, a nossa capital federal, nessa visita tive a oportunidade de conhecer o presidente nacional do Partido Trabalhista Cristão (PTC), Daniel Tourinho, pelas mãos do meu amigo Jair Montes, presidente regional do Partido Trabalhista Cristão (PTC) rondoniense.
            A principio pensei que a conversa não seria tão demorada, mais como se diz nos botecos cariocas, uma conversa puxa a outra. Nas primeiras palavras, vi no Daniel Tourinho uma pessoal extremamente inteligente, um grande conhecedor do jogo de poder e de articulação política, um homem público experimentado, pois bem, esse não só protagonizou como vivenciou a República das Alagoas formada no governo do Presidente Collor de Melo.
            Esse nos contou fatos políticos na integra de sua militância política. Desde a formação do Partido da Juventude (PJ), da convivência com Leonel Brizola (PDT) e o seu engajamento pela campanha das Diretas Já. Como conheceu o governador Fernando Collor de Melo (PMDB) do Estado de Alagoas, da sua aproximação com Collor e como se deu a saída e renúncia do governo do Estado de Alagoas, para então, concorrer à presidência da República. Não mais pelo PJ, mais sim, pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN).
            Foi um privilégio ouvir Daniel Tourinho, ou seja, ele decorrendo os fatos da pré-campanha de Collor a presidência, das filiações de governadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores. Em fim, do inicio da campanha como caçador dos marajás ao acirramento no segundo turno com o candidato petista Luiz Ignácio da Silva, o Lula. Fazendo de Collor o preferido das elites paulicéia no segundo turno, porque tinha medo do Lula e do PT no poder.
            A cada minuto de conversa com Daniel Tourinho, ficava ainda mais interessante, pois não é todo dia que você houve uma testemunha viva de fatos que marcaram a história do nosso povo e a história do nosso país. Este nos contou detalhes desde a vitória no segundo turno, a festa de realização de posse, a escolha da equipe de governo, da elaboração do Plano Collor para conter a inflação, a influência de Paulo César Farias, o famoso PC Farias e o esquema que mantinha de contas fantasmas com Ana Acioli e o motorista Heriberto Freire, da famosa “Regra de Ouro” na política e na vida pessoal, que culminou com o Impeachment do Presidente Collor .
            E para relembrar um pouco dos fatos, fui buscar na revista Veja, na edição de 30 de setembro de 1992 o seguinte recorte:
     “Sandra e Eriberto deram às investigações os empurrões que faltavam para que elas chegassem a um desfecho irrefutável. Foi então que, começando a se sentir de fato acuado, Collor apelou para a disputa de cores, nas ruas, naquele desafio insano. "Vamos mostrar a essa minoria que intranqüiliza diariamente o país que já é hora de dar um basta a tudo isso", desafiou o presidente, pedindo que os brasileiros, no domingo seguinte, 16 de agosto, saíssem às ruas de verde-amarelo.
     Foi demais. Até ali, o povo estava indignado, mas permanecia quieto, paciente. Em meados de julho, época em que o grosso dos fatos levantados pela imprensa e esmiuçados pela CPI já havia sido divulgado, uma passeata a favor do impeachment, organizada pela Confederação das Mulheres do Brasil, atraiu 300 pessoas. Elas não conseguiram sequer atrapalhar o trânsito da Avenida Paulista, em São Paulo. Bastou o desafio das cores feito por Collor para que a coisa adormecida acordasse, rugisse e se multiplicasse pelo país inteiro. Muitos presidentes foram hostilizados ao longo da História do Brasil. Washington Luís, em 1930, precisou sair escoltado do Palácio do Catete, onde entraria Getúlio Vargas. Vinte e quatro anos depois, Getúlio o deixaria num esquife. Juscelino Kubitschek enfrentou duas revoltas armadas, João Goulart foi deposto pelos militares sob o aplauso da classe média, Costa e Silva era chamado de burro, além de ditador, João Figueiredo se recolheu depois de ouvir desaforos numa praça de Florianópolis e José Sarney, no final de seu governo, não podia mais aparecer em público. Mas jamais houve um repúdio coletivo tão amplo, acima dos partidos e das ideologias, como o que o país fez contra Collor, simultaneamente, de norte a sul, a partir do momento em que os brasileiros foram chamados a apoiar o que execravam.
     Vestidas de preto no Brasil todo, as multidões transformaram o 16 de agosto num domingo de luto. O luto era só por Collor, porque os manifestantes estavam alegres, à frente os estudantes de rostos pintados. Desfraldaram faixas mordazes, carregaram cartazes divertidos, cantaram musiquinhas maliciosas, espalharam sua sede de justiça e fizeram com que ele - o povo - se incorporasse em massa a um movimento pela moralidade, que não levou em conta opções políticas, classes sociais e gerações.
     Diante do sucesso da minissérie Anos Rebeldes, foi inevitável que surgissem comparações com as passeatas estudantis que marcaram o ano de 1968. Nada mais diferente. Na ocasião, os estudantes enfrentavam uma ditadura militar, que os reprimia com soldados, cassetetes, cachorros amestrados, bombas de gás lacrimogêneo. Em 1992, o Brasil vive numa democracia, na qual se permite bradar contra roubalheiras, com as autoridades de trânsito desviando o tráfego de veículos para abrir caminho a manifestantes protegidos a distância pelas forças policiais. "Se cada época tem seu som, o de 1968 vai ser encontrado nas ruas, em meio aos ruídos de bombas, cascos de cavalos, sirenes", escreveu o jornalista Zuenir Ventura, em seu livro 1968 - O Ano que Não Terminou. O som de 1992 é outro”.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A Universidade Estadual como estratégia de desenvolvimento

          
         Sempre me pergunto como um Estado rico em recursos naturais e território como é Rondônia, com sua posição estratégica a nível regional, por localizar-se em pleno coração da América Latina. Viável economicamente e possui uma infra-estrutura básica que pode fomentar o seu próprio desenvolvimento sócio-econômico e dar início a um novo ciclo econômico, ou seja, capaz de se tornar referência no PIB brasileiro.
         Com todas essas qualidades acima, como fazer para Rondônia dar um grande salto, torná-la capaz de auto-gestão em produzir riqueza, oferecer bons serviços e com qualidade, promover um desenvolvimento econômico sustentável, gerando emprego e renda para quem mais precisa, sem pressionar o meio ambiente?
         As perguntas no parágrafo anterior são os maiores desafios que tem os técnicos do governo da Nova Rondônia, ou seja, buscar um caminho que insira é nova população, em sua maioria jovem, que residem nos centros urbanos que se formaram ao longo da década de 2010. Essas cidades crescem cada vez mai, sendo necessário e urgente, a qualificação, a profissionalização e a criação de vagas no mercado de trabalho para esses jovens.
         Com esse cenário desenhado, surge à necessidade do Estado se lançar na criação da Universidade Estadual, com a missão de se tornar a grande ferramenta para o desenvolvimento, fomentando a pesquisa e o conhecimento.  Em curto prazo de tempo, fazer dela um centro estratégico para formação de mão-de-obra altamente capacitada nas áreas de Tecnologia e Ciências Naturais, voltadas, principalmente, para a pesquisa científica.
         Assim, as oportunidades profissionais que se pode criar com cursos voltados para o meio ambiente, a exemplo das engenharias, ou seja, a engenharia hídrica e de energia, ambas tem missão diferente. A primeira tem como objetivo principal a construção de barragens e reformas de hidrelétricas. Sendo oportuno lembrar a grande potencialidade em recursos hídricos que possui o nosso Estado em gerar energia limpa, e a segunda, parte do princípio de buscar fontes alternativas de energia visando atender as necessidades futuras com soluções energéticas eficientes.
         São pequenos exemplos como esse, que é preciso ter um começo, um ponta pé inicial, a final, a saída do pacífico está pronta e a integração regional através de estradas, pontes, aeroportos, portos e hidrovias, é apenas questão de tempo e a Nova Rondônia precisa construir um cenário favorável em favor das novas gerações futuras.

sábado, 22 de outubro de 2011

Coluna

Falando Sério

Por conta de governadores populistas que ocuparam a cadeira de governador no Palácio Buriti (sede do governo no Distrito Federal) nas últimas décadas, houve um crescimento vertiginoso da população, levando a capital federal projetada por Oscar Niemeyer aos patamares de grandes problemas urbanos, na atualidade, enfrentados por outras grandes metrópoles brasileiras, ou seja, como as grandes contradições sociais a exemplo do desemprego, aumento da violência e degradação urbana. Assim, não será fácil, vencer em curto prazo de tempo as ações e metas por parte do governo distrital com vistas à realização dos jogos da Copa em 2014 como cidade sede, pois, mais uma vez, os governantes estão se preocupando com as obras de pedra e cal e estão esquecendo-se de resolver ou estancar os problemas sociais, através da adoção de políticas públicas sérias para erradicação da pobreza e combate as severas desigualdades sociais.

Estrutural
Os problemas estruturais da capital federal estão cada vez mais crescentes, sendo um caos para quem vive e será um transtorno para quem pretende assistir aos jogos da Copa em 2014. A cidade que foi projeta para ter 800 mil habitantes, hoje conta com 3 milhões, um trânsito caótico, déficit nos leitos de hotéis e a prostituição campeando até no desembarque do aeroporto.
Azar
Os eleitores da capital federal andam numa maré de azar ao escolher os governantes do Distrito Federal. Os três últimos governadores, Joaquim Roriz, Arruda, Paulo Otavio e por último, o atual Agnelo do PT, se envolveram em grandes escândalos de corrupção.
Votação
Este Colunista acompanhou de perto, a votação no Senado do projeto da nova distribuição dos royalties do Pré-sal. O relator, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), apresentou uma boa capacidade de convencimento para tristeza da bancada no senado dos Estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.
Denúncia
A assessoria do deputado estadual Jean de Oliveira (PSDB) nos informou que a denúncia do Ministério Público no tocante a distribuição de gasolina durante a campanha de vereador, este disse que foi um erro contábil, que já apresentou recurso e não interfere no seu mandato de deputado estadual.
Registro
A ex-prefeita Milene Mota (PTB) afirmou a este colunista que não possui impedimento jurídico algum que impossibilite o registro da sua possível candidatura a prefeita do município de Rolim de Moura e que esta no páreo, bem, Tião Serraia (PMDB) e Cézar Cassol (PP) que se cuidem.
Faturou
Quem faturou no último dia do encerramento dos prazos de filiação para os que desejam concorrer nas próximas eleições, foi o presidente do Diretório Municipal do DEM, Wagner de Souza. Este filiou Adélio da Autovema para ser um possível pré-candidato a prefeito de Porto Velho.
Costura
O presidente do Diretório Municipal do DEM, Wagner de Souza, disse que encerrado os prazos de filiação, vai começar a conversar com as lideranças partidárias municipais do PTC, PHS, PDT, PRTB e PC do B para costurar uma grande aliança para as eleições de 2012.
Submergiu
Quem sumiu do cenário eleitoral foi o pré-candidato a prefeito Ivan da Saga (PP). Começou com tanta empolgação “o garoto propaganda” da Volkswagen em Porto Velho e de repente submergiu.
Natural
O deputado federal Moreira Mendes (PSD) confirmou a este Colunista que o novo PSD vai lançar várias candidaturas a prefeito pelo Estado, inclusive em Porto Velho e o candidato natural será o deputado estadual Hermínio Coelho (ex-PT).
Descartado I
Perguntado sobre uma possível disputa a prefeitura de Ariquemes, o deputado federal Moreira Mendes (PSD) disse que está descartado tal hipótese, seu foco atual seria disputar a próxima vaga ao senado.
Descartado II
Este Colunista perguntou da possibilidade do deputado federal Moreira Mendes (PSD) nas eleições de 2014, fazer uma dobradinha com o senador Ivo Cassol (PP), de pronto o deputado refutou tal possibilidade.
Reabilitando-se
Assessores da ex-senadora Fátima Cleide (PT) tentam reabilitá-la junto ao eleitorado da capital com o argumento que a ex-parlamentar foi quem mais carreou recursos de emendas para capital.
Disputa
A ex-senadora Fátima Cleide terá que enfrentar uma disputa interna no Partido dos Trabalhadores com o grupo do prefeito Roberto Sobrinho, para então ser a indicada do partido a prefeitura de Porto Velho nas próximas eleições, além é claro, de receber a herança maldita do desgaste político do mesmo.
Montante
O secretário de Administração Rui Vieira (SEAD) esteve na Assembléia Legislativa essa semana para falar o novo momento que o Estado está passando. Este disse que através da transposição dos servidores para o quadro federal, será possível diminuir o comprometimento da folha de pagamento, de 42% para cerca de 25% do orçamento, representando um montante em torno dos R$30 milhões por mês.
Paroca
O Restaurante Paroca vem se tornando o ponto de encontro entre políticos, jornalistas e empresários na capital rondoniense a exemplo do Piantela (DF), Guliver (PB), Laçador (PE), A Bela Sintra (SP) e Vecchio Sogn (MG).
Fiscalização
Tomando por exemplo a tragédia da explosão do Restaurante Filé Carioca localizado no Centro do Rio de Janeiro (RJ), é preciso que o Corpo de Bombeiros comece a fiscalizar os estabelecimentos comerciais na capital e no interior, para certificasse se todos possuem o Certificado de Aprovação de Funcionamento emitido pelo próprio Bombeiro.
ENEM
Cerca de 5,5 milhões de estudantes inscritos farão no dia de hoje em todo Brasil, o exame do ensino médio, esse é candidato a se tornar o teste definitivo como porta de entrada no ensino superior.

ENEM: Vencendo o medo do novo


            Mais de 5,5 milhões de estudantes estão sendo avaliado neste fim de semana (22 e 23/10/11) pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Apesar dos atropelos que já se teve as últimas edições, este ano o exame bateu o recorde de inscrição e poderá se consolidar como a porta de entrada para o ensino superior nas universidades públicas e privadas do país.
            Essa versão será a grande prova de fogo dos técnicos do MEC na aplicação do exame em abrangência nacional. Se alcançar o sucesso esperado e sem existir o risco de fraude, o modelo servirá então para consolidar o ENEM, como opção de substituir os tradicionais vestibulares. Muitos acreditam que o recorde de inscrição é por conta da criação em 2009 do Sistema Unificado de Seleção (Sisu). Sistema esse que oportunizou a entrada de muitos alunos em cursos de graduação, devido a sua performance de oferecimento de vagas a partir da nota de corte e com esse método, houve grande adesão de muitas universidades públicas que apostaram no ENEM para o preenchimento de vagas nos cursos de graduação disponibilizados.
            Os entraves que aconteceram para o sucesso do ENEM serão vencidos com o tempo, afinal, tudo que é novo se tem resistência, sendo preciso vencer o medo. Pois todos que são da área de educação, sabem que a aplicação de um exame a nível nacional com a quantidade de inscritos que é superior ao número da população de vários Estados brasileiros, realmente, se torna uma verdadeira operação de guerra. Acredito que os percalços que surgirem não se torna ameaça tão grave para o sucesso do exame.
            O exame nacional e o Sisu criam oportunidades para todos estudantes do país, em escolher os cursos de graduação e as universidades que tenha a oferta de vaga que o mesmo deseja, simplificando o processo de ingresso numa instituição de ensino superior, pois antes, vários alunos partiam para uma agenda no fim ou no inicio de cada ano, com  finais de semana compromissados pelas provas de vestibulares e muitas vezes, sendo necessário se deslocar para outras cidades a fim de realizar tais provas.
            Como educador, acredito no ENEM e no Sisu, pois tive vários alunos que ingressaram em boas universidades públicas com essa modalidade de processo seletivo, esses alunos mergulharam em horas de estudos a mais, pois sabiam da necessidade de estarem preparados para concorrer às vagas com alunos de outras regiões. Assim, é preciso que tanto os educadores, bem como a família, atuem no cotidiano do aluno como orientadores, não como carrascos de resultados e a partir de um bom papo cabeça, conscientizar todos que é preciso preparar-se melhor, com horas a mais de estudo, diante da concorrência e de atingir o objetivo maior, ou seja, conquistar a vaga tão sonhada no curso de graduação que deseja.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Europa: a receita do fracasso!



         A crise financeira na zona do Euro abalou a economia de todo continente europeu e criou uma insegurança diante da maior crise econômica já enfrentada desde a criação do bloco econômico, intitulando-se União Européia.
         A receita do fracasso foi anunciada por muitos analistas econômicos, afinal, não é de hoje que se conhecem os fatores de uma crise econômica enfrentada por um país, nesse caso são vários, ou seja, Espanha, Portugal e Grécia. Estes gastaram mais do que arrecadaram e tiveram que recorrer a empréstimos com juros altíssimos, até o ponto que não conseguiram nem mesmo pagar os juros, situação vivida pelos países da América Latina na década de 1990.
         Quando em 2008 houve o estouro da bolha imobiliária nos EUA, sabe-se que respingou no mundo inteiro, levando os países europeus a pedir ajuda bilionária através de empréstimos a juros altos aos organismos financeiros internacionais, esquecendo de mater a tal arrecadação que tanto falam os tributaristas, bem como os economistas. Também esqueceram da desvalorização da moeda, de frear os constantes aumentos de salário do funcionalismo público, da manutenção da austeridade fiscal, do controle da evasão de impostos e que sempre apresenta queda de receita, e por fim, os gastos públicos se mantiveram em alta.
         O país mais prejudicado é a Grécia, pois a população a meses estão nas ruas promovendo protestos violentos contra o plano de austeridade fiscal que prevê congelamento de salário dos funcionários públicos, redução das garantias sociais, arrocho fiscal e demissões, fatos bem conhecido dos povos latino-americanos que vivenciaram situação semelhante num passado bem próximo.
         A Alemanha representa na atualidade a economia mais sólida do Bloco Econômico Europeu e o governo alemão enfrenta grande pressão popular para que esse país não ajude os países vizinhos mergulhados numa profunda criese econômica, por esses não aceitar o arrocho fiscal. É a partir do Tratado de Maastrich em 1992 instituindo a zona do euro com bases desde a conhecida Comunidade do Carvão e do Aço, fundada em 1951, poderá fragmentar as bases político-econômicas que deu origem a União Européia. Fatores esses que fizeram muitos países atingirem níveis elevados na contração de dividas, bem como o aumento do déficit público, tornando-se economias menos competitivas porque os governos desses países gastaram mais do que arrecadaram, diminuído assim, a capacidade de investimento e produção.
         Por esses fatores e outros, os países europeus em crise poderão adotar o calote de suas dividas externas a exemplo do Brasil e Argentina no passado, colocando a sua rede bancária em situação vulnerável no cenário econômico internacional, forçando a reduzir a oferta de empréstimos e com a falta de crédito, se teria a redução do consumo, agravando ainda mais a crise, favorecendo o surgimento de uma crise econômica com dimensões globais, sem que ninguém consiga enxergar um cenário positivo de manutenção da estabilidade econômica entre os diversos países.
         Com esse cenário construído no continente europeu, pode-se ressurgir no velho continente, um menino de pai ausente, com um discurso agradável e o desejo de ser o queridinho e amado pelo povo que se encontra confuso por esta vivendo um caos financeiro, por tanto, alguém bem parecido com os personagens que levaram o mundo a uma Segunda Guerra Mundial, estes com discursos nacionalistas e fascistas, poderão ressurgir com novos figurinos, devido a impotência dos atuais dirigentes europeus das principais economias, que estão sem demonstrar sinais positivos diante do assombroso dilema de proporcionar ou não proporcionar ajuda financeira aos países que estão precisando do resgate de sua econômica, ou seja, ações imediatas por parte dos primos ricos da zona do euro em ajudar os primos que de repente ficaram pobres.

A Primavera Árabe

         Faz tempo que parabenizei Dr. Bruno Cabral pela lucidez de um artigo publicado no Jus Navigandi que nele expressava uma avaliação do fenômeno da primavera árabe. Quando realizei tal proeza, me referi que o mundo estaria vivendo um momento histórico e importante para a humanidade. Afinal, o "mundo árabe" reacendeu o debate em torno do imperialismo estadunidense, ou seja, "todos os caminhos levam a Casa Branca".
         Sabe-se que todo esse fenômeno começou com uso das redes sociais, para organizar protestos visando derrubar os regimes autoritários no Norte da África e Oriente Médio. Na verdade, o grande pano de fundo para essa onda de revolta foi a escassez de trabalho para uma grande camada de população jovem e estes querendo também experimentar a liberdade, ou seja, conviver com a democracia, mesmo que não se tenha a liberdade econômica.
         Quando veio a cair a primeira ditadura na Tunísia em dezembro de 2010 a partir de cenas fortes de um desempregado que ateou fogo em seu próprio corpo, cenas estas que marcaram a mente de quem as assistiram, daí em diante, viu-se a queda da ditadura de 23 anos sob o comando de Bem Ali e o mundo até o presente momento, vem assistindo aos capítulos de tal fenômeno geopolítico.
         O caso mais emblemático desse fenômeno que surpreendeu os estudiosos da geopolítica foi à saída da população egípcia às ruas para exigir o fim da ditadura de Hosni Mubarak, este que teve por trinta anos no poder no Egito com apoio dos EUA, apoio esse estratégico e por interesse dos próprios estadunidenses no jogo geopolítico, ou seja, bem próximo ao epicentro do conflito entre Palestina e Israel.
         O fenômeno não ficou apenas nas areias do Egito, continuo como uma grande tempestade de areia no deserto, avançando sobre a Líbia de Muamar Kadafi, levando esse país a uma grande guerra civil e a tomada do poder pelos rebeldes com apoio da OTAN, formando um governo provisório, que ainda não se sabe a onde vai chegar por conta da disputas das tribos existentes e que foram unificadas no pós Segunda Guerra Mundial, entretanto, mesmo com o anúncio da morte do ex-ditador Kadafi (20/10), não se pode fazer uma avaliação concreta do que vai acontecer, pois ainda é cedo para dizer se os conflitos ou disputa de poder cessaram, afinal, muito a o que se fazer para arrumar a casa e deixar aflorar a democracia na Líbia, fato novo para o mundo árabe.
         O fenômeno da primavera continua no mundo árabe com o apoio da OTAN, essa ainda questiona as ditaduras que resistem a tal fenômeno, pois as ditaduras na Síria de Bashar AL-Assad, no Bahrein do rei Hamad e do Iêmem do ditador Ali Abdullah Saleh há 33 anos no poder, esses vem enfrentando grandes pressões populares e da comunidade internacional. Entretanto, estes ditadores estão revidando com grande força militar, levando milhares de civis à morte para se manter no poder.
         Sabe-se que no passado os EUA financiou estes ditadores para chegarem ao poder por questões estratégicas e não se sabe o porque, que de repente mudaram de idéia em não os querer mais com o poder. Se é na verdade por razões financeiras que mudaram de idéia, afinal, o capitalismo encontra-se em crise e a indústria bélica o faz florescer desde a antiguidade, criando-se novos personagens num cenário onde se tem grupos radicais islâmicos que  se tenta acreditar na possibilidade de experimentar conviver com a democracia no mundo árabe. E mais um pouquinho, que "democracia" é essa que para ser exemplo a ser seguido, precisa escravizar economicamente povos de várias nações? Pensemos nisso!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O menino que recolhia selos


Mais um dia de aula, a professora abre o livro da lição e pede que os alunos também abram na mesma página. Essa nova lição mudaria o cotidiano de um menino devido ao seu imaginário pertencer a uma cidade do interior. A lição trazia um texto narrativo sobre selos e a professora ao escolher alguns para realizar a leitura, estes ficaram responsável pela leitura dos parágrafos, seriam um verdadeiro teste de leitura e interpretação, para alguns uma satisfação, para outros, uma tortura provocada pela timidez ou vergonha de ainda não saber ler corretamente.
Terminada a aula, o menino volta para casa, contemplando a paisagem urbana e os detalhes da larga avenida que corta a cidade de Rolim de Moura, capital da Zona da Mata rondoniense. Seu olhar se inspirava na inocência de criança, este ficava fitando de um lado os canteiros com árvores e flores, do outro, vitrines e mais vitrines das lojas, pessoas pra lá e pra cá, carros, motos e jericos dominavam as ruas, num intenso barulho e levantando no ar, a poeira do desenvolvimento.
Mas perto de casa, viu o carteiro à porta de sua casa, logo sua mente borbulhou em pensamentos, saiu a correr em direção ao carteiro e ao chegar próximo, logo perguntou como faria para conseguir selos, pois desejava começar a colecioná-los igual como o garotinho da lição. O carteiro lhe informou que este teria que começar a comprar os selos, mas de imediato, o menino disse que não tinha dinheiro e de pronto, o carteiro lhe sugeriu que poderia por começar a guardar as cartas que recebe em casa, pois nelas, estão os selos que darão início a sua coleção.
A partir desse dia, o menino começou a guardar os envelopes que sua mãe descartava e criou o hábito de visitar algumas latas de lixo da vizinhança, atrás de envelopes sem mais utilidade aos seus destinatários. Este intuitivamente quando retornava um dia da aula, resolveu revirar a lata de lixo da prefeitura, para grande surpresa, esse menino se viu como um garimpeiro quando descobre um fio ouro e já pensou que precisava de uma caixa maior, pois a sua caixinha de sapato em baixo da cama ficaria pequena para tanto envelope.
A cada novo envelope, contendo um novo selo, o menino ficava contemplando cada um a cada vez que sua coleção aumentava. A sua imaginação fluía, aumentava o seu desejo de conhecer o mundo, de vivenciar outras culturas, de estudar os fatos históricos, de provar outras comidas, de buscar informações do passado dos personagens, de vivenciar a natureza e de aventurar-se a descobrir o mundo.

Brasilia, 18/10/2011.

sábado, 15 de outubro de 2011

Coluna

Falando Sério
Este Colunista passou a semana realizando uma pesquisa sobre o Subprograma de Compensação Social de acordo com o PBA para o licenciamento da UHE Santo Antônio. Segundo as metas que foram previstas no PBA, para execução do programa de compensação social ao município de Porto Velho pertinente a UHE de Santo Antonio, identificamos que tais subprogramas foram voltados para apoio ao município de Porto Velho, qualificação da população e por fim, apoio à revisão do plano diretor do município.  No papel houve muita promessa de inserção das comunidades, da conquista de cidadania e responsabilidade social, por conta da parceria entre Estado e iniciativa privada. Essa parceria, no entanto, pregava que seria o grande vetor de desenvolvimento sustentável. Mais todos nós sabemos que pouco foi feito mediante tantas promessas, e que até o fim do ano vamos refletir e lembrar ao leitor o que foi prometido, o que foi feito e o que não fizeram.
Reflexão I
Segundo o documento base do subprograma de compensação social no tocante a Apoio ao Município de Porto Velho, este foi dividido nas seguintes áreas: migração; educação; habitação; saneamento básico; segurança pública e lazer. Quanto ao quesito saúde, devido a sua especificidade e relevância, fizeram um programa aparte.
Reflexão II
No quesito educação, o programa ainda foi mais longe na promessa de implantação de ações de apoio ao serviço de educação, visando contribuir para sua melhoria da qualidade do ensino prestado à população. A meta proposta é que seriam construídas novas escolas e as existentes passariam por ampliação e/ou reforma, objetivando a criação de, pelo menos, 82 novas salas de aula na cidade de Porto Velho.
Reflexão III
Mediante metas que foram estabelecidas como compensação social para UHE de Santo Antonio ao município de Porto Velho, surge à dúvida ou a certeza que muito ou pouco foi feito, afinal, é preciso que se façam comparações do antes e do depois, o que mudou ou o que ainda vai mudar, e por fim, quais as ações que melhoraram verdadeiramente a vida da população da nossa capital.
Julgada
Uma ação penal oriunda na 21ª Zona Eleitoral de Porto Velho que foi julgada nessa semana pela Corte Eleitoral, envolvendo uma denúncia a época em que o atual deputado estadual Jean de Oliveira (PSDB) se elegeu vereador da Câmara Municipal de Porto Velho, poderá tirar-lhe o mandato de deputado.
Denúncia
De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral, com base no Inquérito 134/2009 da Polícia Federal, Jean Oliveira e seus assessores de campanha, ofereceram combustível a diversos eleitores em troca de realizarem a “plotagem” de seus veículos com os adesivos de sua propaganda eleitoral.
Mira
Na mira do judiciário eleitoral também esta o deputado estadual Euclides Maciel e agora o deputado estadual Jean Oliveira, ambos pertencente aos quadros do PSDB.
Mudança
Se a justiça eleitoral não for a passos de tartaruga para julgar os processos de cassação dos mandatos dos deputados tucanos, a composição da ALE mais uma vez passará por mudanças.
Assumi
Uma vez cassado os deputados Euclides Maciel (Ji-Paraná) e Jean de Oliveira (Porto velho), abrirão vaga para os suplentes Laerte Queiroz (Nova Mamoré) e o médico Dr. Alexandre Brito (Porto Velho), este último ganhou a vaga de segundo suplente devido à saída de Milene Mota para o PTB recentemente.
Demais
Quando não é oito é oitenta no município de Nova Mamoré. Pois se o primeiro suplente do PSDB, o madeireiro Laerte Queiroz vier a tomar posse, este dividirá espaço político naquele município e na região de fronteira com a deputada estadual Ana da 8 (PT do B), esta foi eleita com apenas a metade dos votos que o suplente Laerte teve nas urnas.
Ponto
Quem marcou ponto com os Policiais Militares e Bombeiros foi o vereador Cabo Anjos (PDT), pois esse conseguiu junto à prefeitura da Capital, um terreno de 141.590,10 metros quadrados, onde deverão ser construídos cerca de mil apartamentos para serem destinados aos militares.
 Verba
O vereador Cabo Anjos (PDT) informou que o Ministério da Justiça disponibiliza uma verba para a construção das moradias, mas para isso, o Estado precisa apresentar um projeto visando à captação de tal verba.
Promessa
Em reunião promovida pelo secretário-chefe da Casa Civil, Ricardo de Sá e o Chefe da Casa Militar, Major Gualberto, que contou com a presença do vereador Cabo Anjos (PDT) e policiais militares, o governador Confúcio Moura disse que “vai pedir a sua equipe para checar se em Brasília há verba disponível para este ano e se o Estado tem condições de aderir ao programa”.
Avisou
Este Colunista bem que avisou ao eleitor que os caciques: Expedito Júnior (PSDB), Ivo Cassol (PP), Marinha Raupp (PMDB e Acir Gurgacz (PDT), não colocariam seus nomes como opção aos eleitores da capital nas próximas eleições municipais, pois até o prazo, nenhum deles trocou seus domicílios eleitorais.
Aposta
Agora falta apenas esperar a movimentação política no tabuleiro do jogo político e esperar que Dr. Mauro Nazif (PSB), Garçon (PV) e João Cahúlla (PPS) anunciem que também não colocarão o nome a prova do eleitor da capital nas próximas eleições municipais.

Ensinar é gratificante!

Eu e a Professora Ednéia - Escola Municipal Luciana Moronnari
Distrito de Palmeira - Nova Mamoré

           Comecei a lecionar Geografia aos meus 21 anos de idade, ainda estava no terceiro período do curso de Licenciatura na Universidade Estadual da Paraíba, Campus Osmar de Aquino, no município de Guarabira, um pólo comercial e universitário cravado na região do brejo paraibano.
            Nunca passou pela minha cabeça receber um telefonema do meu primo Reinaldo Lins para lecionar no Colégio Getúlio Vargas. Para mim foi uma surpresa e ele perguntou se eu topava o desafio. Na hora me silenciei e fiquei apenas ouvindo, um cala frio dominou minha espinha dorsal e senti um friozinho no estômago. As palavras de encorajamento e o meu argumento que estava ainda muito verdinho no curso de graduação, não conseguindo convencer meu primo, que me fez dar os primeiros passos na carreira do magistério.
            Valeu o esforço no meu primeiro ano como professor, afinal o que ganhava só dava para pagar as passagens de ônibus e comprar um ou dois livros, ficava tudo no empate. Mais é prazeroso vivenciar a sala de aula, ensinar é gratificante e fazer alguém aprender é algo é sensacional. Mas estou como todos os professores do país, a espera que um dia a nossa profissão seja valorizada, pois não é fácil enfrentar salas de aulas superlotadas, falta de recursos pedagógicos, material didático, equipamentos e salários baixos.
            É preciso lembrar que o médico, o engenheiro, o advogado, o empresário e tantos outros profissionais, que um dia sentaram numa carteira escolar e teve a sua frente um professor. A falta de reconhecimento da profissão é tão grande, que os jovens de hoje não se estimulam mais em tentar a carreira de magistério e segundo dados da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), faltam 6,1 milhões de professores em todo o mundo para a universalização do ensino básico. Dois milhões de professores precisam ser formados e contratados. Outros 4,1 milhões de docentes são necessários para substituir profissionais aposentados, doentes ou que mudarão de carreira.
            E reconheço, que a profissão de tornar melhor por conta do reconhecimento e do carinho da maioria dos alunos. Continuo acreditando que o maior ideal de vida é a educação, sendo preciso educar para libertar e nesse dia de hoje, rendo as minhas homenagens a professora Emilia (Escola Sagrada Família), a professora Rosinha (Colégio Gepeto), a professora Bernadete (Colégio Arquidiocesano Pio XII), ao Professor Washington (Colégio 2001), ao Professor Warwick Ramalho (Colégio Objetivo), Professor João Batista Lisboa (Colégio Integral), Professor Helder Castro (Colégio Geo Sul), Professor Alexandre Freire (Colégio Yes), Professor Márcio Lins (Cursinho pré-vestibular Bioquímica), Professora Emilia Lins Freire (UFPB), Professor Ednaldo (UEPB), Professor Santana (UEPB), Professora Cleoma Toscano (UEPB), Professora Ana Glória (UEPB), Professora Marceleuza (UEPB), Professor Luíz Célio Rangel (UEPB), Professor Rômulo Lins (UEPB), Professor Belarmino (UEPB), Professora Madalena (UEPB), Professora Elvira Lisboa (UEPB), Professor Paulo José (UEPB), professora Inês Caminha (UFPB), Professora Rosa Godói (UFPB), Professor Adriano D´Léon (UFPB), Professora Kedma Mendonça (Rede de Ensino Estadual da Paraíba), Professora Mônica Lins (Rede de Ensino Estadual da Paraíba), Professor Gabriel Carvalho Câmara (Rede de Ensino Estadual da Paraíba), Elenilde Pereira da Silva (Rede de Ensino Estadual da Paraíba), Professor Acácio Medeiros (Academia Prodígio), Professor Emerson Diógenes (UFPI), Professor Jackson (IFRO), Professora Auzenir (IFRO), Professora Larissa (IFRO), Professor Carlos Henrique Furtado (IFRO), Professor Carlos Henrique Santos (IFRO), Professor Elaine (IFRO), Professor Neri (IFRO), Professora Alice (IFRO), Professor Júlio (IFRO), Professor Uberlândio (IFRO), Professor Dante (UNIR), Professor Renato (UNIR), Professor Dorosnil (UNIR), Professor Marcos Teixeira (UNIR), Professora Madhalena (UNIR), Professora Carolina Dória (UNIR), Professora Lucineide Teixeira (Rede de Ensino Estadual de Rondônia), Professor Cléber (Rede de Ensino Estadual de Rondônia), Professor Luíz Lima (Rede de Ensino Estadual de Rondônia), Professor Otonelson (Rede de Ensino Estadual de Rondônia), Professora Raimundinha (Rede de Ensino Estadual de Rondônia), Professora Zuleide (Rede de Ensino Estadual de Rondônia), Professor Manoel Nunes (Rede de Ensino Estadual de Rondônia), Professora Vilma (Rede de Ensino Estadual de Rondônia), Professora Ednéia (Rede de Ensino Estadual de Rondônia), Professora Ana Lúcia (Rede de Ensino Estadual de Rondônia), Professor Marcelo Barbosa (Rede de Ensino Estadual de Rondônia), Professora Jaqueline (Rede de Ensino Estadual de Rondônia) e por fim, ao Professor Márcio Felisberto (Educador Voluntário).

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Quem são os Carrascos de Assis?


            Fiquei estupefato ao ler uma notícia em sites editados por colegas jornalistas da capital. Publicando matéria de interesse de algum grupo político ou empresarial de forma direta e notória, promovendo um grande ataque amiudado à honra alheia do cidadão Assis Oliveira, que é casado com Cláudia Moura e por sua vez, é irmã do governador Confúcio Moura.
            Ao ler a matéria vinculada nos meios eletrônicos de comunicação, dando conta que o governo pretende fazer uma nova licitação, para contratar uma empresa que alugue aviões, jatinhos, ônibus, vans, barcos e voadeiras. Empresa esta que irá atender as necessidades do Estado nesse quesito levantado. Mais muito estranho é que nas vésperas da realização do pregão eletrônico para contratação de tal serviço, surge uma denúncia dando conta da existência de um suposto dossiê envolvendo o cunhado do chefe do executivo estadual.
            Acredito ser um dossiê infundado, pois a empresa de taxi aérea tropical que prestava serviços antes da “JACARÉ”, deixou de prestar o mesmo serviços pro primeiro governo Cassol, para beneficiar esta, que agora de repente se tornou uma empresa que teve sua origem nos melhores moldes de trabalho e ética no mercado de aviação, bem como na prestação de serviço ao Estado. No meio político se comenta que há fortes indícios que esta foi e é apenas uma empresa laranja, que seu dono não passa de um testa de ferro de alguém. Porque o TCE não investiga os vôos realizados e se a finalidade foi pública no governo passado foi alcançada, ou mesmo, a sua real finalidade, foi tão somente pra subtrair o dinheiro público.
            Não é muito difícil para o Ministério Público Estadual e os Conselheiros do Tribunal de Contas – TCE averiguar com uma simples auditoria séria na documentação da empresa e na sua contabilidade as veracidades dos fatos. Tenho certeza desde já, que os integrantes do MP e do TCE, encontrarão indícios de saídas de recursos de formas obscuras ou acobertadas por documentos inidôneos, ou com caixa contábil com valores altos, o que caracteriza saída de recurso para negócios alheios a empresa, sem cobertura de documento. Assim, acredito que o MP ira tomar as devidas providências para aqueles que se coloca como carrasco de um cidadão pai de família, que esta tendo a sua honra, o seu caráter, a sua reputação e a da sua família atacada constantemente por veículos de comunicações a serviço de alguém, sem critério algum de respeito à pessoa humana.
            Nesse instante, me fez lembrar uma passagem bíblica quando afirmar que os fariseus e escribas eram tratados com severidade por Deus, pois estes se sentiam incomodados, pois Jesus Cristo sabia adentrar em seus corações. Mas, quando na Cruz, intercede por seus próprios carrascos: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Nesta rogação, Jesus expõe a ignorância dos judeus, revelando assim seu conhecimento do coração do homem. Entretanto, acredito que partes dos colegas da imprensa, por sua vez, deveriam ter mais prudência ao divulgar uma notícia deste tipo, que acredito ser infundada, pois enquanto não se prova, não há que se falar em culpa, de um homem que até o presente, possui em conduta integra, pai de família exemplar, que não possui mancha em seu passado ou alguma macula como filho, profissional e amigo.
            Isso que estão fazendo com esse cidadão, denegrindo a sua imagem continuamente, sem nada de concreto, e a ampla defesa do contraditório, parece mais que estão para rasgar a Constituição do nosso país. Ai tudo bem, será isso que estão querendo fazer? Não se pode estar atirando pra todos os lados, achando que todos são iguais, que não são! Repito, isso é só pra denegrir a imagem da pessoa humana e por tabela atingir o governo, só porque é cunhado, se fosse uma pessoa comum não haveria essa retaliação, até parece pressão, de alguém que deseja continuar sendo beneficiado de alguma forma, com a perpetuação das práticas de um passado recente, contidos na usurpação do dinheiro público através da contratação de empresas laranja, visando locupletar um pequeno grupo de usurpadores dos cofres públicos estaduais, que se enriqueceram a custa do povo rondoniense, esses sim, são os verdadeiros carrascos que mereciam ir para cadeia.
            Sabemos que o Assis tem competência pra assumir qualquer cargo no governo no primeiro escalão e já deveria ter feito, não o faz por sua vontade ainda, pois todos sabem que ele abriu mão de exercer qualquer função no Estado, devido sua esposa ocupar a Secretaria de Ação Social, diga-se de passagem, vem realizando uma verdadeira política pública de combate a erradicação de pobreza em nosso Estado.
            Concluo analisando a matéria e o seu significado, bem como a sua finalidade, a quem possa interessar, e sim por quem, a quem e por que ela foi publicada com tanta veemência. Quais foram os reais motivos que levaram a tais julgamentos antecipados? É preciso, em primeiro lugar, apresentar as causas que nos levam a julgar o nosso próximo, e com isso balancear as palavras com as quais iremos nos dirigir a ele, pois devemos dar ao outro aquilo que lhe é devido: “A quem tributo, o tributo; a quem imposto, o imposto; a quem temor, o temor; a quem honra, a honra”.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O Poder Legislativo rondoniense é exemplo de administração e respeito com o dinheiro público?


            A foto acima jamais teria sido tirada na legislatura dos deputados estudais que tiveram assentos na Casa de Leis durante os quatro primeiros anos do Governo de Ivo Cassol (2003-2006), pois nesse período o presidente da Assembléia Legislativa do Estado era o ex-deputado estadual Carlão de Oliveira.
            Todos se lembram das denúncias que o ex-governador Ivo Cassol fez no programa Fantástico da Rede Globo. Revelando imagens gravadas de deputados estaduais lhe cobrando propinas para então colocarem em pauta de votação os projetos de interesse do Estado no plenário da Assembléia Legislativa.
            As repercussões das notícias duraram meses, tanto no cenário da mídia nacional, como na mídia estadual. Sem esquecer-se das horas de investigação, das batalhas judiciais, no desgaste das relações entre os poderes e o reflexo que veio nas urnas nas eleições em 2006, ou seja, o eleitor optou por uma grande renovação na Assembléia Legislativa do Estado.
            Tal episódio criou um cenário político favorável ao Governador Ivo Cassol para sua reeleição em 2006, quebrando um tabu político entre os governadores do Estado de Rondônia que não conseguiam se reeleger para um segundo mandato desde o surgimento de tal instrumento político na “Era FHC”. Os fatos também contribuíram para que apenas cinco, dos vinte e quatro deputados estaduais conseguissem se reeleger. Já o presidente da Casa de Leis daquela época, o ex-deputado estadual Carlão de Oliveira, acusado por Cassol de ser o mentor da cobrança de propinas, esteve durante toda a campanha preso no Centro de Correção da Polícia Militar do Estado. Esse ainda teve uma votação expressiva, mais não foi o suficiente para ser reeleito, ficando fora da legislatura correspondente ao segundo mandato do governador Ivo Cassol.
            No segundo governo Ivo Cassol, este teve a ampla maioria na Assembléia Legislativa, governando com tranqüilidade e segundo as bocas malditas do meio político, nadou de braçada. Os deputados estaduais da legislatura de 2007 a 2011 tiveram como presidente nos dois biênios, o deputado estadual Neodi Carlos de Oliveira (PSDC), este realizou uma política administrativa no Poder Legislativo de cortes e contenção de despesas, proporcionando uma economia de R$ 65 milhões aos cofres públicos aquela época.
            Virou costume ao final de cada ano legislativo, os deputados estaduais sob o comando de deputado Neodi em plenário, entregar nas mãos do governador Ivo Cassol, um cheque como na foto acima, devolvendo relevantes somas em dinheiro aos cofres estaduais com o argumento que essa soma seria transformado em recursos para serem aplicados pelo governo na melhoria das estradas estaduais, aquisição de equipamentos para associações de produtores rurais, compra de maquinários para recuperação da malha viária do Estado e permitir que o Estado firmasse convênios para a execução de obras sociais.
            Mas essa economia só foi possível quando o Poder Legislativo tomou a iniciativa de reduzir gastos com a folha de pagamento, número de servidores comissionados, diárias, passagens áreas, alugueis de computadores e veículos e aquisição de equipamentos. A época a Assembléia aderiu à modalidade de pregão eletrônico para todas as aquisições de bens e lançou o Portal Transparência, disponibilizando informações na internet de gastos de forma sucinta, clara e transparente. Assim, todos sabem que o deputado estadual Valter Araújo (PTB) deseja alçar vôos mais altos no cenário político estadual e com a proximidade dos festejos natalinos, tendo como exemplo a gestão do deputado Neodi quando presidiu aquela Casa de Leis, este se pautará como exemplo de administração e respeito com o dinheiro público ao devolver recursos para o Estado, com o intuito de serem investidos nas especificações mencionadas acima?