Mostrando postagens com marcador engenharia de energia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador engenharia de energia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Os impactos socioeconômicos e ambientais negativos das Usinas do Madeira



              A rotina de Porto Velho e o cotidiano das pessoas mudaram radicalmente com a construção das Usinas do Madeira. Tanto o urbano como o rural, sofreram mudanças significativas e tiveram enormes impactos socioeconômicos e ambientais negativos.
         Desde os estudos de impacto ambiental, bem como dos projetos básicos ambientais e do licenciamento ambiental para implantação das usinas do Rio Madeira gerou-se muita polêmica. Pois para o Brasil, a utilização dos recursos hídricos para geração de eletricidade é uma prioridade principalmente devido a sua bacia hidrográfica ser privilegiada com rios caudalosos, escoando suas águas sobre planaltos e depressões, resultando em um grande potencial hidráulico a partir de determinado trecho do rio, pode-se construir barragens e consequentemente a formação do reservatório.
         A pesar das “vantagens comparativas ambientais” apontadas como alternativa de energia renovável e sustentável defendida diante dos grandes projetos hidrelétricos brasileiros, o país ainda possui uma legislação de uso do potencial hidráulico ultrapassada, a exemplo do Código das Águas que desde 1934 se encontra em vigor e da Lei n.9.433, de 08 de janeiro de 1997, que define a Política Nacional de Recursos Hídricos e os instrumentos do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, apresentando a água apenas como uma fonte energética “limpa, renovável e barata”.
         Desde o início do processo de industrialização do Brasil, o governo federal realizou investimentos pesados na exploração do potencial hidráulico a partir da apropriação da água dos nossos rios, estes desempenharam e desempenha um papel importante como fonte de energia para auxiliar o desenvolvimento econômico, social e ambiental sustentável para o nosso país. Sendo assim, o complexo hidrelétrico e hidroviário do Rio Madeira, o principal afluente do Rio Amazonas, é considerando entre um dos maiores projetos de infraestrutura planejada na América Latina, apesar das dúvidas que geraram e ainda gera no tocante a viabilidade econômica e ambiental dos impactos produzidos.
         Ambos os consórcios afirmam e reafirma que muito fizeram por Porto Velho, bem como nas éreas de entorno da construção das usinas. Somas aviltantes foram gastas com compensações social e ambiental, mas os efeitos produzidos por esses volumes de recursos ainda não foram sentidos pela população. Na verdade, os impactos socioeconômicos e ambientais negativos produzidos pela construção das usinas do Madeira, começam a serem sentidos agora, ou seja, o aumento do desemprego devido à despensa da mão de obra e consequentemente, o aumento nos indicies de criminalidade. Os problemas com o sistema de saúde frágil só aumentaram, o déficit de salas de aulas nas escolas e o trânsito cada vez mais caótico. Além é claro, do cenário desastroso criado a partir da abertura das primeiras comportas do Consórcio MESA – Santo Antônio que provocou um forte banzeiro, devastando a margem direita do rio, destruindo o patrimônio histórico a exemplo do Marco Rondon e fazendo desaparecer o Bairro Triângulo, modificando o habitat natural dos ribeirinhos. Lembrando, que os riscos de inundações abaixo do reservatório em decorrência das operações das comportas ainda não cessaram, continuar a por em risco a segurança da população.
         Muito foi dito e pouco foi feito até agora para se mudar a realidade produzida pelo avanço do banzeiro. As populações atingidas, ou seja, os ribeirinhos, tanto da área urbana e dos que vivem na área do entorno das usinas, ainda não levaram em conta a perda irreversível das condições de produção e reprodução social pelo impacto produzido com a construção das usinas, que hora representou o fim da memória de todo um projeto de vida a partir da expulsão do seu habitat, violentando as suas bases culturais e materiais de vida anteriormente existente. As indenizações irrisórias para o reassentamento e as compensações sociais e ambientais pouco proporcionou o bem estar social dessa população atingida e o mais recente estrago produzido, foram às perdas com a biodiversidade local a partir das inundações produzidas que ocasionou a morte de centenas de animais silvestres, fatos esses justificados pelo interesse público e do progresso.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A Universidade Estadual como estratégia de desenvolvimento

          
         Sempre me pergunto como um Estado rico em recursos naturais e território como é Rondônia, com sua posição estratégica a nível regional, por localizar-se em pleno coração da América Latina. Viável economicamente e possui uma infra-estrutura básica que pode fomentar o seu próprio desenvolvimento sócio-econômico e dar início a um novo ciclo econômico, ou seja, capaz de se tornar referência no PIB brasileiro.
         Com todas essas qualidades acima, como fazer para Rondônia dar um grande salto, torná-la capaz de auto-gestão em produzir riqueza, oferecer bons serviços e com qualidade, promover um desenvolvimento econômico sustentável, gerando emprego e renda para quem mais precisa, sem pressionar o meio ambiente?
         As perguntas no parágrafo anterior são os maiores desafios que tem os técnicos do governo da Nova Rondônia, ou seja, buscar um caminho que insira é nova população, em sua maioria jovem, que residem nos centros urbanos que se formaram ao longo da década de 2010. Essas cidades crescem cada vez mai, sendo necessário e urgente, a qualificação, a profissionalização e a criação de vagas no mercado de trabalho para esses jovens.
         Com esse cenário desenhado, surge à necessidade do Estado se lançar na criação da Universidade Estadual, com a missão de se tornar a grande ferramenta para o desenvolvimento, fomentando a pesquisa e o conhecimento.  Em curto prazo de tempo, fazer dela um centro estratégico para formação de mão-de-obra altamente capacitada nas áreas de Tecnologia e Ciências Naturais, voltadas, principalmente, para a pesquisa científica.
         Assim, as oportunidades profissionais que se pode criar com cursos voltados para o meio ambiente, a exemplo das engenharias, ou seja, a engenharia hídrica e de energia, ambas tem missão diferente. A primeira tem como objetivo principal a construção de barragens e reformas de hidrelétricas. Sendo oportuno lembrar a grande potencialidade em recursos hídricos que possui o nosso Estado em gerar energia limpa, e a segunda, parte do princípio de buscar fontes alternativas de energia visando atender as necessidades futuras com soluções energéticas eficientes.
         São pequenos exemplos como esse, que é preciso ter um começo, um ponta pé inicial, a final, a saída do pacífico está pronta e a integração regional através de estradas, pontes, aeroportos, portos e hidrovias, é apenas questão de tempo e a Nova Rondônia precisa construir um cenário favorável em favor das novas gerações futuras.