quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O preço do petróleo cai e a gasolina aumenta no Brasil

No texto de hoje, vou procurar ser o mais didático possível sobre a queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional e no aumento da gasolina no nosso país na virada do ano.
Noticiários internacionais deram conta que muitos países reduziram o preço de seus combustíveis nas bombas dos postos de gasolina nesse inicio de ano novo. Com esse movimento de redução dos preços dos combustíveis no mercado interno dos outros países, quem saiu ganhando foi o consumidor desses respectivos países com a redução de preços dos alimentos e dos transportes.
No nosso caso, o Brasil fez o caminho inverso, seguiu na contramão, ou seja, a Petrobras, além de aproveitar da queda dos preços do barril de petróleo para arrecadar mais impostos, ainda foi no bolso do consumidor com o aumento dos combustíveis na virada do ano. Novamente, quem saiu perdendo foi o consumidor brasileiro.
Esse comportamento do governo federal, dos maiores acionistas e diretores da estatal petrolífera brasileira em não acompanhar a volatilidade do mercado internacional em relação aos preços do petróleo, nada mais é, da necessidade que tem a Petrobrás de se capitalizar devido a malversação dos seus recursos patrocinado pelos seus diretores devido a compra da Refinaria de Pasadena e no superfaturamento dos seus contratos conhecido pela CPI da Petrobras no Congresso Nacional, sendo considerado o maior escândalo de corrupção na história da companhia estatal brasileira.
Mesmo que a companhia estatal petrolífera brasileira reduzisse ou aumentasse os combustíveis no mercado interno, acompanhando a volatilidade do mercado internacional com as altas e quedas nos preço do barril do Petróleo, teríamos por um lado, o fim da prostituição do subsidio do governo ao consumidor e desse último ao governo, ou seja, quando o petróleo está caro, a Petrobras subsidia o consumidor. Quando o petróleo está barato, é o consumidor quem subsidia a Petrobras.
Por outro lado, o Brasil é um país dependente do modal de transporte rodoviário, muitos apostam que se a Petrobras acompanhasse essa volatilidade dos preços do mercado internacional nos preços do petróleo, os setores industriais, logístico, atacadistas, varejistas etc. Não repassaria esse beneficio da redução do preço dos combustíveis aos consumidores por esses empreendedores serem vistos com um perfil de mentalidades voltadas para o ganho imediato e lucro fácil.
Diante de todas essas premissas, é preciso que o governo deixe de intervir na Petrobras. Além disso, se promova a modernização da estatal, acompanhando o mercado internacional, e por fim, proporcionar um relacionamento de confiança entre os empreendedores e os consumidores brasileiros. 

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