domingo, 31 de julho de 2011

Coluna

Falando Sério
Por Herbert Lins*
Não faz quinze dias que este colunista denunciou a existência de uma quadrilha especializada em arrombamentos de carros, casas e condomínios para praticarem pequenos furtos. Na quinta-feira (28/07), sete pessoas foram presas em Porto Velho. A Operação Fênix desencadeada pela Polícia Civil tenta ainda cumprir mais oito mandados de prisão e 17 mandados de busca e apreensão. De acordo com o delegado do 2° Departamento de Polícia, Paulo Kakionis, responsável pela operação, as investigações iniciaram há três meses, quando foram registradas mais de 400 ocorrências com as mesmas características, arrombamentos de veículos e furto de notebooks. Durante a operação, foram apreendidos quatro notebooks, várias bolsas femininas, bolsas para notebooks e dezenas de jóias. Segundo Kakionis, a maioria dos integrantes da quadrilha tem passagem pela Polícia, pelo mesmo tipo de crime. Sendo assim, quando a policia quer, ela faz! Agora o que mais deixa triste ao cidadão é lentidão, ou seja, a espera de quatro meses de investigação para prender uma quadrilha que esta bem no quintal de nossas casas.

Saracura I

O homem tem as pernas finas e cumpridas, além de ligeiro igual a uma saracura. Estamos falando da figura do ex-senador Expedito Júnior. Esse estará inaugurando a nova sede regional do PSDB em Porto Velho na próxima terça-feira e muitas lideranças regionais já marcaram presença. Diga-se de passagem, o novo ninho tucano na capital ficou muito bonito.

Saracura II

O ex-senador Expedito Júnior (PSDB) já anda consultando amigos, lideranças políticas que o acompanha por muito tempo e presidentes de partidos na capital, sobre a possível transferência do seu domicilio eleitoral de Rolim de Moura para Porto Velho, na intenção de se tornar prefeito da capital. A saracura já teria conversado com as lideranças do PSDB da capital e o PR na semana passada. Essa semana conversou com PMDB, PTC, PHS, PSC, PT do B, PRB, PDT e DEM.

Triunvirato

A construção da candidatura do ex-senador Expedito Júnior a prefeitura da capital estaria sendo pensada pelo Senador Valdir Raupp (PMDB) e com as bênçãos do senador Acir Gurgacz (PDT) e do governador Confúcio Moura (PMDB). A saracura seria menos um no páreo ao senado de 2014.

Desmanche

A bruxa esta solta no Partido Comunista do Brasil – PC do B. Não para de chegar inúmeros pedidos de desfiliação de lideranças da capital e do interior nas mãos de seus dirigentes. Um verdadeiro desmanche da sigla partidária vem ocorrendo e o reflexo será sentido nas próximas eleições municipais de 2012.


Oportunismo

Nessa revoada, quem estaria pretendo se aninhar no ninho tucano, é o neo-comunista David Chiquilito. A sua mãe que é detentora do passe político de “Chiquilitim”, já andou batendo a porta do ex-senador Expedito Júnior para pedir abrigo e a pergunta fica no ar: seria um ato de oportunismo ou de desespero?

Danadinho

Faltando pouco mais de um ano para as eleições municipais, os fuxicos e buchichos já fazem rotina do meio político. Quem vem danadinho pelas bandas do Cone Sul do Estado na preferência do eleitor é o ex-prefeito de Vilhena Melki Donadon (PHS).

Choro

Virou moda em Cacoal os proprietários dos veículos usaram um adesivo com a seguinte frase: “Em quanto o padre reza, a vice-prefeita ora e o povo chora”. A crítica é com referência a administração petista do Padre Franco do PT que ainda não deslanchou no município de Cacoal. Assim, quem vem liderando na intenção de voto para se tornar prefeita é a deputada estadual Glaucione (PSDC) e como opção para compor a chapa como vice-prefeito, seria o nome de Dr. Silvério ou Paty Paulista, ambos do PHS.

Indicação I

A próxima indicação da vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado – TCE é do Palácio Presidente Vargas e o nome mais cotado seria do ex-governado José de Abreu Bianco (DEM). Mas um passarinho verde nos contou que a Assembléia Legislativa vai reivindicar a indicação da vaga e o nome mais cotado seria do deputado estadual Luíz Cláudio (PTN).

Indicação II

O governador Confúcio Moura (PMDB) esta cada vez mais avançando no tabuleiro de xadrez. Essa semana prometeu mais reformas e não se surpreenda. Pois nos próximos dias, o deputado estadual Luizinho Goebel (PV) poderá se tornar o líder do governo.

Indicação III

O ex-vice governador e ex-deputado federal Miguel de Souza (PR) estaria cotado para assumir uma importante pasta no governo. O homem foi sondado por interlocutores do governador Confúcio Moura, esse já teria dado a pista em seu Blog que a próxima pasta a sofrer mudanças seria a do Planejamento.

Malas

A professora Cleideir Nunes esta de malas prontas para deixar o Partido dos Trabalhadores - PT no município de Nova Mamoré. A senhora educação, como é conhecida, vai dar um grande abalo com sua saída na sigla petista. Pois o motivo principal seria o desejo de ser candidata a prefeita e a comunidade evangélica que soma a maioria no município, não vê com bons olhos a permanência da professora Cleideir no mesmo partido da ex-senadora Fátima Cleide.

Prestigiado

O camarote mais prestigiado da Expoari foi o do deputado estadual Lorival Amorim (PMN). Por lá passaram centenas de jornalistas, os deputados federais Carlos Magno (PP) e Moreira Mendes (PPS), o deputado estadual Marcelino Tenório (PRP) e o presidente estadual do PMN, Sandro Moret. Toda a organização do camarote para receber os convidados de deputado Lourival ficou por conta dos assessores Júnior Silva e Tiago Alves.

Compromisso

Na oportunidade, este colunista perguntou aos deputados estaduais Lorival Amorim (PMN) e Marcelino Tenório (PRP) se concorreriam ao cargo de prefeito nos seus principais redutos eleitoral, respectivamente, Ariquemes e Ouro Preto. Ambos revelaram que o povo os elegeram para serem deputados e o compromisso seria apoiar a reeleição dos atuais, ou seja, Lorival vai de Márcio Raposo (DEM) e Marcelino vai de Alex Testoni (PTN).

Talentosa

A equipe gestora do Porto Graneleiro do Estado vem realizando um grande trabalho na sua reestruturação. Tal trabalho visa ampliar e modernizar as suas instalações. O jovem talentoso Mateus Santos (DEM) e o ex-deputado Leudo Buriti (PDT), afirmam que as possíveis obras de adequação e modernização do Porto têm o intuito de favorecer a ampliação das exportações na região. Além é claro, de um instrumento impulsionador da nossa economia e servir a integração regional, tão sonhada pelos produtores rurais e industriais da Amazônia Ocidental.
Não vamos enterrar um homem, vamos plantá-lo – Parte IV
            Nossa viajem prosseguiu, logo passamos pela frente da Fazenda Santa Carmem e Nando foi logo me dizendo que era a maior da região de fronteira do Estado. As suas terras desde as margens da BR. 364 e findaria próximo ao Distrito de Nova Dimensão (D-28) pertencente à Nova Mamoré.
            A minha curiosidade era crescente, meus olhos contemplavam aquela propriedade e o sentimento de admiração se tornava palavras em ver tanta terra formada e tanto boi pastando. Mas em determinando kilometro também foi possível uma plantação de soja experimental, logo o motorista do alternativo nos informou que também pertencia a Santa Carmem.
            Minha imaginação se voltava para os aspectos geográficos da paisagem que naquele momento estava inserido. Minha mente tentava formatar as leituras da geógrafa Emilia Moreira que escreveu boa parte do capítulo sobre a Reforma Agrária na Paraíba. Meus pensamentos borbulhavam quanto às possíveis interpretações que a mesma poderia fazer sobre as margens da BR. 364 naquele ponto, apresentando cenários de contraste, ou seja, de um lado a pecuária, do outro da soja e ao fundo a floresta, era como se fosse um grande teatro armado a céu aberto.
            Mais a frente, passamos por uma lanchonete isolada por nome de Castelinho, o nome tem tudo haver com a sua apresentação aos nossos olhos. Não paramos, mas fiquei me perguntando como viver naquele lugar de forma isolada? A única companhia seria os passantes quando decide fazer um lanche, me chamou atenção o ambiente e a atividade comercial resistindo ao tempo num lugar esmo.
            Logo chegamos ao entroncamento e saímos da BR. 364 e entramos na Br. 425 que nos leva aos municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim. Meu amigo Nando já bem acordado e aliviado do cansaço da viagem começou a detalhar todo o trecho da viagem, parecia mais um grilo falante e minha mente se detinha aos detalhes de sua fala e perguntas e respostas surgiam dentro do carro e todos foram contagiados e a conversa virou uma verdadeira roda de samba.
            Mas era natural Nando detalhar o lugar, afinal, ele tinha nascido e se criado no lugar, conhecia de tudo e cresceu junto com a região. Para minha surpresa, chegamos a primeira ponte de ferro que tinha sido usada pelas locomotivas da E.F.M.M e agora em plena modernidade, estava servindo não mais as máquinas a vapor, mas sim, as máquinas a combustão.
            Vendo a construção antiga e o seu uso, fiquei imaginando as dificuldades encontradas pelo homem para enfrentar as diversidades da floresta e construir uma obra de engenharia tão perfeita há quase cem anos e ainda estava ali de pé, majestosa como a coroa inglesa. Como era possível uma obra de ferro, ou seja, uma ponte armada, sendo toda sua estrutura em ferro, duraria tanto tempo e resistiria às intempéries da natureza sem que nada a tivesse abalado até os dias de hoje e com a mesma finalidade, permitir a passagem sobre o Rio Araras.
Coração e Mente, minhas primeiras interpretações!
(Parte III)

            Chegando a faculdade, minha mente estava dispersa, nenhuma palavra do professor durante as aulas me chamavam a atenção, apenas o coração e mente buscava respostas aos sentimentos que provocavam dores fortes em minha alma. Fiquei horas fitando o quadro cheio de conteúdo de geografia no quadro, mas minha mão estava pesada e meu corpo mórbido igual a um defunto no caixão a espera do seu enterro.
            Fiquei disperso na aula, procurei construir um breve histórico de toda a relação pra ver o ponto em que esfriou o sentimento de amor, que sempre leva ao fim do romance. Também fiquei me perguntando se ela estava correspondendo ao que realmente eu mais desejava no relacionamento a dois. Comecei a encher minha cabeça com muitas perguntas e tentando-as responder sem disfarces, nesse momento, mergulhei-me num monologo.
            A pergunta mais forte foi se a pessoa que tanto amava, realmente valorizava os meus sentimentos, meu modo agir e de ser, sem máscara e sem disfarce? Em minha mente ainda divagava em perguntas quanto se o relacionamento era satisfatório para os dois ou apenas para um dos dois? Se existia alguma possibilidade de conciliação e como seria o pós-reconciliação? Se realmente eu demonstrei meus sentimentos? Tinha-se ficado esperando que adivinhasse os meus anseios? Perguntas não deixavam de surgir e meu coração se tornava cada vez menor, diante de tais perguntas e ferida gigantesca da alma.
            O trágico é que o amor está dentro de nós, em nosso coração, em nossa mente. Ninguém pode avaliar o sentimento do outro quando se esta amando outra pessoa, a não ser nós mesmos. Será que devemos ir até as últimas conseqüências para conquistar ou reconquistar quem amamos. Como devemos proceder para extrair o melhor de uma relação, as dúvidas são enormes diante de tal sentimento despedaçado.
            Mas a pergunta maior supera o sentimento que correi a alma, se há amor por ela, haverá de ter um amor maior que o sentimento de amor próprio, com uma intensidade tão grande quanto uma rede de alta voltagem ou devemos priorizar primeiro o amor quem sentimos por nós mesmo?
            Eram perguntas que fazia dentro do meu eu, mergulhado na solidão, confuso! Ficava divagando no pensamento e a aula se passava, parecia interminável e o pior, a matei-a estando presente. Foi quando o professor colocou no quadro a seguinte frase: “Pode-se retardar o amor, nunca suprimir” do poeta romano Propércio. O professor sempre nos deixava uma frase e seu autor quando findava a aula. Assim, já dispensado da aula, a pergunta maior veio a minha mente junto à afirmativa. Se ela não é merecedora desse sentimento maior tinha por ela e minhas energias que destinava pra ela, então devo escolher por mim e destinar meu amor para quem merece verdadeiramente?

Crédito da imagem: Auguste Jean Baptiste Vinchon,
Propertius and Cynthia at Tivoli

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Porto Velho, a cidade que precisa acontecer!


Fotossensores e lombadas eletrônicas, a derrubada do mito
            Quando surgiram as instalações de fotossensores e as lombadas eletrônicas nas principais ruas, avenidas e rodovias em áreas urbanas nas médias e grandes cidades brasileiras, os motoristas as tinha como uma verdadeira fábrica de multas, afinal, o trânsito brasileiro mesmo com todas as normas criadas até o momento para coibir os abusos e excessos dos motoristas, mesmo assim, continua sendo um dos mais violentos do mundo.
            As medidas adotadas de instalação de tais radares visam coibir os excessos praticados pelos motoristas, principalmente à direção perigosa e a alta velocidade que se tornar um problema urbano de grandes proporções. Afinal, o trânsito na atualidade como já mencionado acima, se tornou uma ameaça constante, tanto nos principais horários de picos quanto nos horários noturnos. Pois, as avenidas que possuem linha reta se tornam alvos prediletos aos jovens motoristas que as buscam para praticarem os conhecidos rachas entre galeras.
            Não muito diferente do contexto geral já abordado, os motoristas e motoqueiros de Porto Velho estão entre os condutores que mais causam acidentes de trânsito, fazendo da capital rondoniense pontuar entre as capitais mais violentas em tal quesito de modernidade urbana. As ocorrências registradas e os índices das entradas de vitimas de acidentes de trânsito no Hospital de Emergência João Paulo II são alarmantes.
            Com o passar do tempo a população percebeu a importância das lombadas eletrônicas, dos fotossensores e dos pardais para reeducar os motoristas e motoqueiros. A derrubada do mito dos redutores eletrônicos de velocidade se tornou o principal aliado dos gestores públicos para tentar reduzir os tais índices de acidentes de trânsitos em Porto velho. Entende-se que se tornou vital a instalação das mesas nas ruas e avenidas da cidade, mas a população vem questionando que os agentes de trânsito da prefeitura da capital rondoniense e do Estado, não vêm fazendo uma campanha preventiva de reeducação do motorista no trânsito.
            Os motoristas mais atentos já percebem a colocação de radares e pardais por parte da Secretaria Municipal de Trânsito – SEMTRAN nas principais ruas e avenidas de Porto Velho, as tornando verdadeiras infovias, mas com uma particularidade, os pontos eletrônicos instalados se encontram sem a sinalização de trânsito alertando ao motorista a existências de tais recursos eletrônicos para monitorar o trânsito local. Entretanto, com o fim do mito, outro pode surgir, ou seja, a fábrica de multa e a máfia dos radares já denunciada pela mídia nacional em outras cidades médias ou nas grandes regiões metropolitanas do nosso país.
            É preciso que os Vereadores da capital, o Ministério Público, associações de consumidores e os usuários fiquem atentos para tais recursos eletrônicos adotados para reduzir a violência no trânsito da capital. Afinal, é um negócio que envolve quantias volumosas de dinheiro, cabe ao poder público ter ciência dos passos assumidos para instalação de tais pontos eletrônicos, afinal, saber como se deu concorrência legal para instalação dos mesmos, bem como a manutenção. Outra questão que se pode levantar sobre tais pontos de controle eletrônico de velocidade estão no padrão estabelecido pelas as regras do Conselho Nacional de Trânsito. Pois o CONTRAN afirma que é preciso um estudo técnico que deve levar em conta: a quantidade de veículos e pedestres que utilizam a via; índice de acidentes e velocidade permitida. Só com este estudo, feito por empresa especializada, é que os radares podem ser instalados. Então, fica o alerta as autoridades públicas sobre tais questionamentos.

domingo, 24 de julho de 2011


O peixe Panga
            Ao pegar o Luíz Renato para passar o domingo na minha companhia, coisas de casais separados. Atribuiu o fato as palavras do meu pai, quando dizia que o casamento estava se tornando no mundo moderno uma instituição falida. Assim, ao entrar no carro, o meu guri logo foi perguntando pelo seu primo Neto Lins? Na hora eu lhe disse que estava em casa. Mais uma pergunta surgiu, vamos pra casa pai? Percebi que meu guri não é caseiro. A decisão foi imediata de não almoçar em restaurante, tomei direção a um supermercado para comprar comida pronta. Uma moça muito bonita me abordou e ofereceu um degusto de peixe grelhado, logo me convenceu trazer um pacote para casa do peixe, também é claro, fui à busca dos demais ingredientes aleatoriamente.
            É sabido, que dia de domingo as famílias brasileiras buscam em restaurantes uma alternativa de lazer e como outra opção, confraternizar-se em almoços de família ou na casa de amigos. Mas dessa vez, pensei comigo, vou fazer diferente, afinal, fazia tempo que não dava um treino na cozinha, já era hora de provar ao fogão e as panelas de casa que conseguira praticar a arte de cozinhar como Buiú da Silvana Davys, que serve sua deliciosa feijoada aos sábados e quem sabe, a comidinha da mamãe Elisete.
            Chegando a minha casa descobri fiz uma pesquisa rápida na internet para descobrir que peixe iria comer. O bendito era um peixe Panga que “é cultivado há mais de mil anos no Rio Mekong, no Vietnã, um dos maiores rios do mundo, localizado no sudeste asiático. Há muitos anos, é exportado para mais de 240 nações, entre elas os Estados Unidos, todos os países da Comunidade Européia, Japão, Rússia, Austrália, entre outros”. Procurei uma receita menos complicado, fui no tradicional Panga ao alho e óleo.
            Na cozinha em busca das panelas certas e dos ingredientes de acordo com a receita, percebi a dificuldade do traquejo com as panelas e a combinação dos temperos e demais acompanhamentos que seria necessário, afinal, o peixe sozinho não cairia bem ao paladar, ele seria apenas o pato principal. A cada lance na cozinha, as lembranças vinham a minha mente. Percebi o quanto minhas ex-namoradas Jeanne e Lourdinha se esforçavam para preparar as delicias que eram servidas nos almoços da semana ou de fim de semana.
            Não demorou muito para o arroz, o macarrãozinho, a batata-frita, a saladinha e o peixe ficar pronto, pois contei a ajuda do sobrinho Neto Lins. Enquanto terminávamos o nosso desafio a frente do fogão, um bom vinho já estava gelando. Pronto, chegou a hora de passar por baixo da mesa e colocar o Pingo pra latir, faltou apenas o Louro pra fazer os seus comentários sobre o cheiro da comida. Logo pegamos os pratos e nos servimos no modo de casa de praia, sem muito requinte, ou seja, na beira do fogão fizemos os nossos pratos e lançamos mãos nos garfos e facas. Em seguida, fomos na concordância que a comida estava aprovada, mas logo descartei a idéia lançada por Neto Lins de abrir um boteco de comida caseira e juntos caímos na gargalhada.

sábado, 23 de julho de 2011

Coluna

Falando Sério
Por Herbert Lins*
Foram muitos os pedidos na rua dos leitores desta coluna para focar o último tópico sobre corrupção e as possíveis causas e conseqüências que pode causar desde o cidadão mais simples até ao empresário que deseja gerar emprego. Assim, já noticiamos que a mídia nacional destaca a corrupção no poder público em todas as esferas, sejam elas, municipais, estadual ou federal. O desvio de recurso público é um problema crônico em todo País, pois tiram da população os recursos que poderiam ser utilizados em todos os setores da sociedade para melhorar a qualidade de vida nos municípios que é base do país. Os servidores públicos são o “Estado” e não está “Estado”. Por isso, entendemos que estão cumprindo um período apenas e como dever de oficio devem denunciar os maus gestores. Agindo assim ao longo do tempo, teremos melhores gestores.


Burocracia

A burocracia no município de Porto Velho é cada vez pior. Quando um comerciante resolve se estabelecer com um empreendimento na Capital, o mesmo enfrenta uma maratona pra conseguir legalizar sua empresa, ou seja, passa de órgão pra órgão, sempre um dependendo do outro, todos criando dificuldades e amarrando o processo. Chega a se perceber o indicio de criação de dificuldades par depois vender facilidades, é um absurdo o que fazem com os comerciantes e os contabilistas. O ideal seria o município adotar uma logística simplificada e eficiente.

Fiscal I

Quando se fala em renuncia fiscal, falamos de favor fiscal, ou seja, o ente público seja Município ou Estado deixa de receber determinado recurso que seria devido a ele, com isso nos cofres públicos deixam de ingressar recurso fazendo com que haja menos investimentos. Toda essa renuncia tem de ter previsão legal e estar de acordo com o artigo 14 da LRF – Lei de responsabilidade fiscal 101/00.

Fiscal II

Os campeões de renuncia fiscal são os municípios que muitas das vezes são feitas somente pra beneficiar um grupo ou segmento sem contra partida ao município, temos como exemplo claro a redução de 5% para 0,5% do ISS devido sobre construção de Usina – PCH em Pimenta, de 5% para 0,2% em Primavera de Rondônia, para 1% em Chupunguaia; Já em Alta Floresta do Oeste, Santa Luzia do Oeste, Machadinho, Buritis e demais municípios, a fortes indícios que existem leis pertinentes, porem não aplicam, ou seja, estão renunciando ao ISS, possivelmente por interesse próprio, fazendo com que o município tenha uma perda considerável.

Fiscal III

Outros exemplos típicos são de prefeitos que fecham os olhos pra seu setor de fiscalização. Não deixam seus fiscais cumprirem seu dever de oficio que é de fiscalizar e buscar o crédito tributário, fazendo com que o ente tenha um incremento em suas receitas próprias. Isso é muito prejudicial às finanças públicas, pois a não observância das atividades que são passiveis de tributação, é uma renuncia, devendo o gestor ser responsabilizado. Muitos desse não agem por acreditar que a fiscalização pode tirar votos, o que é uma mentira, pois com mais recursos nos cofres públicos, pode-se fazer mais pela população e até mesmo pelo empresário, afinal, são eles a mola mestre da economia.

Fiscal IV

A maioria dos municípios de Rondônia é incompetente para fiscalizar, lançar e arrecadar os recursos de sua competência, não possui uma gestão tributária eficiente, em muitos desses tudo o que lançam da arrecadação, não chega a mais de 35% e a divida tributaria cada vez mais crescente, inviabilizando a principal fomentadora local de desenvolvimento social e econômico.

Investimento I

Faz bem o Governador Confúcio Moura investir em pesquisa e educação, pois só assim teremos um Estado forte e auto-suficiente em tudo. Temos o caso de tecnologia da informação, o Estado pode muito bem ser auto-suficiente nesse item, sem precisar importar nada de outro Estado. Esperamos pela redenção de Guajará-Mirim como novo pólo de tecnologia da Região Norte e quem sabe, do Brasil e de toda a América do Sul.

Investimento II

Temos bons profissionais e empresas do ramo. Como se diz, não vamos reinventar a Roda. Cada secretaria tem uma logística, muitas das vezes a preparação de um sistema por módulo e com técnicos do próprio governo, seria mais viável do que comprar um sistema pronto que precisa adaptá-lo, fora o alto custo de manutenção.

Investimento III

 Para ilustrar, temos o sistema adquirido para a Secretária de Saúde na gestão anterior. Vale lembrar que o sistema foi caríssimo e por dispensa de licitação. Não funcionou até agora e ainda foi pago várias manutenções mensais a custo altíssimos aos cofres públicos. Afinal, quem paga por isso é a população e quem será responsabilizado? Esse custo daria pra construir uma nova unidade de saúde em Porto Velho.

Trabalhador

O secretário de Estado Edson Vicente que comanda a pasta da SEDES, vem realizando um grande trabalho em favor do desenvolvimento sócio-econômico do Estado. Quem impulsiona a super-secretaria são os Programas Terras Produtivas e Águas Produtivas. Mas agora, o homem deseja ir mais longe! Contando com a experiência de Vagner Boscato recém nomeado como seu auxiliar, estão montando estratégias para atrair mais indústrias para Rondônia. Quem ganha com isso é a população que terá oportunidade de ter um emprego e renda.

Tolerância

Tem uma passagem na Bíblia em que Jesus entra no templo de Deus e expulsa todos os que estavam vendendo e comprando no templo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. Assim, acredito que as insubordinações dos subordinados do Governador Confúcio Moura em não cumprir a suas ordens na íntegra, estão com os dias de tolerância contados. Podemos estar enganados, mas estão confundindo um homem educado e respeitoso, com um homem sem competência para mandar. Assim, não se surpreenda nos próximos dias se o governador baixar a cinta em muita gente, afinal, até mesmo Jesus teve seu ponto máximo de tolerância.
 
A política em desencanto
            Reconheço que existem vários motivos para qualquer pessoa participar da militância política. Mas também existe muitas razões que levam a pessoa olhar com desconfiança a participação ativa na política. Afinal, todas as conversas sobre o tema sempre leva ao descontentamento com a maioria dos homens públicos que fazem a nossa classe política, desde o de menor representação ao de maior representação.
            As pessoas têm que entender que política não se resume apenas aos períodos eleitorais e que não se resume a “figura do político”. É muito mais do que isso, afinal, o cidadão precisa participar efetivamente da política e ocupar espaços. Pois a militância precisa de mentes novas, com ideais novos e com um perfil de espírito público. Pois ultimamente, estamos nos deparamos com pessoas de perfil duvidoso, ou seja, pessoas que entra na vida política visando promover um projeto pessoal em vez de se lançar num projeto coletivo.
            O noticiário na mídia promove noticias negativas sobre a política, as pautas jornalísticas se resumem todos os dias em mostrar escândalos de corrupção, desvio de recursos públicos, abuso de poder político e econômico, improbidade administrativa, obras inacabadas, ausência do poder público nas comunidades, falta de políticas públicas sérias, mentiras e violência. Nenhuma ação positiva de algum mandatário vem preencher o noticiário como exemplo de bons políticos, entre os poucos que se existe no nosso cenário nacional.
            Recentemente o Blog do Noblat noticiou que o correspondente do jornal espanhol “El País”, Juan Arias, está indignado com os brasileiros porque eles não vão às ruas para manifestar a sua indignação contra a corrupção. A indignação, como se sabe, é um movimento da moda. Dizem que é filho dileto das redes sociais. Substitui o modo tradicional de fazer política através dos partidos ou dos “movimentos sociais” (que na verdade são segmentos sublocados de militância partidária mal disfarçada, pelo menos aqui no Brasil), por uma forma genérica de protesto que consiste em acampar em praças e fazer manifestações em logradouros públicos com objetivos finais ainda pouco claros.
            Nós cidadão comprometidos com a austeridade e a boa fé na política, não devemos perder a capacidade de nos indignarmos, de questionar, de participar dos debates, de escrever, de protestar e de influir nas decisões da classe política que interfere em nossas vidas no dia a dia. Se não fizermos isso, entregamos a nossa esperança de renovação a aqueles que desejam que tudo continue na forma que estar.
            Precisamos nos tornar ativos na militância política, apesar de muitos verem a política como algo em desencanto na ordem do dia. Precisamos nos organizar em associações, movimentos religiosos, partidos políticos, movimentos sociais, organizações não-governamentais, fóruns permanentes de discussão, nas plenárias de representação de classe, do parlamento etc. É preciso estarmos atentos a todos os cenários políticos que nos cercam no nosso cotidiano, bem como expressar nossas opiniões, ou seja, participar dos atos políticos, mesmo sem desejar ser um político com mandato, pois com a participação e influenciando nos debates políticos, muito se pode colaborar para promover reformas profundas que o nosso país precisa.

sexta-feira, 22 de julho de 2011


As 97 velinhas de aniversário do bolo da vovó Elite
               
                A minha avó Elite completa 97 anos de vida neste dia 22 de julho de 2011. A heroína que teve uma vida longa ao lado do meu avô Luíz Pedro e ainda conseguiu colocar ao mundo vinte e um filhos. Vovó Elite é mãe de minha mãe. Nunca escrevi nada para ela, apesar de merecer muito, afinal não é todo mundo nos dias de hoje que tem uma avó que chega a essa idade.
                As recordações são tantas, pois parte de minha infância foi em sua casa localizada as margens da BR. 230, próximo ao quilometro zero da trans-amazônica em frente ao Grupo Escolar Pedro Américo no município de Cabedelo – Paraíba. Além de passar toda semana em sua casa durante o expediente de minha mãe Elisete no antigo posto do INPS, era comum meus pais passar o domingo em Cabedelo por conta de sua casa ficar próximo a praia de Miramar, uma opção de lazer e muita diversão devido à numerosa quantidade de primos e primas.
                Minha avó tinha como prazer fazer enormes panelas de comida, coisa bem típica de nordestino em ter a mesa farta. Lembro-me das caldeiradas de peixes que eram feitas, das postas de peixe ao molho de camarão, do ensopado de caranguejo e marisco, das patolas de siri mole, do feijão de coco e os bolos que minha tia Elenilde preparava batendo a massa na mão, quando já existia a batedeira, minha diversão era raspar com o dedo as sobras da bacia que se batia a massa do bolo, coisas de criança.
                Ficava admirado com a paciência que vovó tinha com aquela quantidade de gente em sua casa, mas claro, todos cooperavam no preparo, nos temperos e nos arranjos da mesa e no lavatório de prato, talheres, copos e panelas. Era comum além da família, outros parentes comparecer pro almoço, além de amigos e vizinhos, um batalhão de gente. Lembro do meu avô Luíz Pedro, em sua simplicidade, ficava a espera do almoço pacientemente, se reservava a duas opções de lazer, ou seja, na mesa jogando baralho sem apostas e rever os amigos no Mercado Público de Cabedelo.
                Mas como disse meu sobrinho Neto Lins: “vovó Elite a partir dos seus cinco anos de idade, sempre dizia que não iria ver essa coisa fofa crescer”. Pois bem, como ele faz aniversário um dia depois de vovó Elite, ambos romperam a barreira do tempo, estão vivos para dar testemunho um do outro. Pois, Neto Lins, filho do meu irmão mais velho Anisberto Lins, já completou 26 anos de vida, já deu um tataraneto de quatro anos de idade a vovó Elite, o sabido Bruno Henrique.
                São muitas as particularidades e boas lembranças de nossa matriarca materna. A principal dela que me recordo em minhas lembranças era o meu avô Luíz Pedro a chamando por Elita, mas já na adolescência descobri que o nome verdadeiro de minha avó era Elite e não Elita como chamava vovô Luíz.
                Mesmo com a distância, ela morando em João Pessoa, não mais em Cabedelo. Ela que desfruta das belezas da praia de Tambaú e que em dezembro de 2010 conheceu meu filho e seu bisneto Luíz Renato, estará reunindo a Família Pereira em seu redor num grande culto evangélico em sua casa. E o melhor, estará apagando 97 velinhas em seu bolo de aniversário. Fica registrada a minha alegria de tê-la viva em nosso convívio e desejo que a medicina avance mais ainda e faça com que ela fique entre nós por muito tempo.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Nova Mamoré, o berço do Madeira
                No mês de julho se torna festivo para o município de Nova Mamoré devido à data comemorativa da emancipação política administrativa do lugar. Entre os moradores mais antigos do lugar, ainda é considerada Vila, pois um dia se chamou Vila Nova do Mamoré. O município faz fronteira a oeste com a Bolívia. Na sua faixa territorial existe o antigo Distrito de Vila Murtinho, que serviu no passado como ponto de parada das locomotivas da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Os vagões de carga das locomotivas eram carregados de pela de borracha proveniente da Vila Bela, um lugarejo do lado boliviano.

                Considero o distrito de Vila Murtinho um dos lugares mais bonito do Estado de Rondônia. Lá é o ponto geográfico que se encontra as águas do Rio Beni com o Rio Mamoré, formando então o Rio Madeira. Por isso o município de Nova Mamoré é considerado o Berço do Madeira. Quem esta lendo deve esta se perguntando por que considero o lugar um dos mais bonitos do nosso Estado. Calma, vamos responder!

                A Vila Murtinho tem um acervo cultural belíssimo, desde as construções urbanas, a Estação de Trem, as moradias dos trabalhadores da E.F.M.M e de todo o conjunto do seu patrimônio ainda não destruído pelo homem ou deteriorado pelo tempo e pelos efeitos da natureza. O lugar tem um por do sol belíssimo, é plano e tem vocação para o turismo de refúgio de fins de semana prolongado ou de veraneio no período de férias da meninada.

                O local também se estruturado, também pode servir de opção de lazer aos munícipes, afinal, se houvesse uma urbanização de sua orla as margens do rio com instalação de calçadão, passeio livre, quadras de esporte, bares, lanchonetes, restaurantes, pousadas, lojinhas, posto de saúde, posto policial, bloqueteamento das ruas e do acesso em estilo inglês, iluminação local ornamental e em todo seu acesso, mas com um detalhe, com luminárias inglesas para dar o tom a época do romantismo da construção da E.F.M.M.

                Mais a comemoração verdadeira vai aos homens e mulheres que ajudaram e continua ajudando a construir a história do lugar. Seria injusto aqui fazer citações, pois, tenho medo de esquecer alguém entre tantos amigos que possuímos, por isso me reservo e estendo a minha mão a todos que vivem, viveram ou está por viver na nossa Nova Mamoré. Um lugar receptivo, aconchegante, de pessoas acolhedoras e simples, próspero e que alimenta o sonho de muita gente, afinal, a “Vila” popularmente falada, não é só o berço do Madeira, mais dos que nasceram ali ou dali vieram e se projetaram no cenário estadual.

                Assim, o bolo de aniversário de 23 anos do nosso município de Nova Mamoré, é comemorado com grande entusiasmo pelos munícipes. A cada ano, a história, a paisagem natural e geográfica do lugar vai se alterando. Existe um desejo dos que ali vivem, ou seja, voltar ao passado, esse desejo só seria realizado se existisse a máquinas do tempo. Pois a volta das lembranças, são chamadas recordações. Muitas nos levam adiante através de sonhos que acabam em realidade. O meu presente ao lugar que enche o meu coração é divulgar o Hino de Nova Mamoré ao final, pois o mesmo relata a história do lugar.

Hino de Nova Mamoré

Tu és bela e onipotente
Com seu encanto varonil;
Terra fértil de águas cristalinas,
Pedacinho do nosso Brasil...

Teus bravos, heróis do sertão,
Lutaram com força e esperança
De tempo dos seringais,
Estão sempre em nossa lembrança

É preciso pisar com amor
Em nossa terra gloriosa
Nova Mamoré, cidade majestosa.
Formosura de grande esplendor

Da antiga estrada de ferro,
Gerou sua população
A nobreza, recursos naturais
Sua riqueza: minérios e animais

Tu és bela, exuberante
Paisagens de densas florestas
Devemos te preservar
Para viver em meio de festas.

Tuas aves que são coloridas
O teu céu Deus pintou cor de anil
És o nosso, torrão amado,
Berço igual assim ninguém viu.

domingo, 17 de julho de 2011

Coluna

Falando Sério
Por Herbert Lins*
Gostaria de chamar o leitor na sua individualidade para uma profunda reflexão sobre um tema de grande relevância. Esse tema domina as entranhas do poder e diariamente vira manchete na grande mídia nacional e ainda repercute nos níveis regionais e locais. O leitor já deve está curioso, mas se acalme, na verdade, estamos falando é dos casos de corrupção em nosso país que cada vez mais se multiplicam. Sabe-se que a maioria da elite brasileira pratica variados crimes do colarinho branco e quanto às classes mais populares, restam sobreviver de pequenos furtos, prostituição, roubos de carros, contrabando, tráfico de drogas e armas, pistolagem, assaltos a bancos, lojas e residências. As classes populares que vivem em ambientes marcados pela ausência do Estado, sendo justificada por uma conjuntura estrutural e marcada pela falta de políticas públicas para geração de emprego e renda, de acesso a uma educação com qualidade e ainda nos deparamos com maternidades precoces, infância abandonada, famílias em crise e baixa auto-estima dos cidadãos por conta das condições sociais dramáticas de sobrevivência.
Blogando
O Blog do Noblat noticiou essa semana que o correspondente do jornal espanhol “El País”, Juan Arias, está indignado com os brasileiros porque eles não vão às ruas para manifestar a sua indignação contra a corrupção. A indignação, como se sabe, é um movimento da moda. Dizem que é filho dileto das redes sociais. Substitui o modo tradicional de fazer política através dos partidos ou dos “movimentos sociais” (que na verdade são segmentos sublocados de militância partidária mal disfarçada, pelo menos aqui no Brasil), por uma forma genérica de protesto que consiste em acampar em praças e fazer manifestações em logradouros públicos com objetivos finais ainda pouco claros.
Pensamento I

Quando se pensa que um figurão do mundo da política ou do mundo empresarial finalmente foi preso por algum crime que tenha cometido, logo vem a tona que os mesmos estão sendo beneficiado pelo instituto da “prisão especial” ou que está se beneficiado pela prisão domiciliar. Vejamos o exemplo da prisão do Daniel Dantas, que chegou inclusive a motivar a criação da lei que passou a proibir o uso "indiscriminado" de algemas. Pois seria muito humilhante o mega banqueiro aparecer na mídia com algemas em pulso.
Pensamento II

Já um rapaz pobre, independente de cor e raça, quando é pego furtando uma bicicleta, um cabo de solda ou qualquer outro pequeno furto para matar a sua fome ou manter o seu vicio. Em muitos casos, os Direitos Humanos são desrespeitados, ou seja, além de apanharem muito para confessar o crime, quando preso, fica durante meses a espera de julgamento. Casos que levam a falência do sistema prisional em nosso país.

Exemplo

A década passada foi marcada por uma reviravolta nos indicadores sociais do Estado de Pernambuco. Essa melhora foi em decorrência de uma política austera nas contas públicas e maciços investimentos em políticas públicas em programas sociais implantada pelo ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), hoje senador da república. Mas lembrando, que o governador Eduardo Campos (PSB) quando tomou posse, manteve o mesmo ritmo, ou seja, ampliou os investimentos em educação, saúde e programas sociais durante seus primeiros quatro anos de mandato, por isso o homem que é neto do legendário Miguel Arraes, foi reeleito com 82,84% dos votos dos pernambucanos em 2010.

Arrombamentos

O Secretário de Segurança Pública, o delegado de polícia federal Marcelo Bessa, deve ficar atento ao crescente índices da criminalidade nos bairros da capital. Casos de arrombamentos a residências, a pequenos e médios condomínios e carros voltam a preocupar a população. A quadrilha só age durante do dia, ou seja, na ausência dos proprietários. Os meliantes buscam aparelhos de TV LCD, Notebooks, Computadores etc. Conclui-se que existem receptadores para todos esses objetos roubados, sendo necessárias duas frentes de investigação urgente.

Coringa

Declarado pelo próprio governador Confúcio Moura (PMDB) como coringa do seu governo. Corre a boca miúda que o jornalista Júlio Olivar (PC do B) estaria de malas prontas para ingressar nas fileiras do PMDB. O rapaz caiu na graça do governador desde quando foi o primeiro a abraçar a sua candidatura no Cone Sul. Assim, a sua nomeação para uma importante pasta executiva como a da Educação, seria uma estratégia palaciana para dar visibilidade ao jovem político, oxigenar o PMDB do Cone Sul com novas lideranças e este disputar a prefeitura de Vilhena com a benção do governador Confúcio e do senador Valdir Raupp.

Comunistas

Com a jogada de toalha do neo-comunista Divid Chiquilito que hoje poderia ser vice-governador do Estado. O PC do B da capital já começa a procurar dentro dos seus quadros um pré-candidato a prefeito da capital. O nome mais cotado seria hoje do atual Secretário de Cultura do Estado, Francisco Leilson, mais conhecido por Chicão. O rapaz que é paulistano de nascença, mas se criou em Porto Velho e teve sua entrada na política a partir do movimento estudantil, da militância cultural e partidária desde os tempos da UJS.
Costura
A ex-senadora Fátima Cleide (PT) tem buscado o apoio dos Senadores Acir Gurgacz (PDT e Valdir Raupp (PMDB) em torno de sua pré-candidatura a prefeita da capital. Na verdade, se Fátima conseguir vencer na convenção interna para escolha do candidato do PT da capital, deseja que o PMDB indique seu vice. Assim, a indicação seria do próprio Raupp e a bola da vez seria o empresário Dirceu Fernandes (PMDB). Entretanto, se Fátima for eleita, seria menos uma opção para o eleitor nas próximas eleições.
Recado
Durante entrevista concebida ao radialista Arimar Souza de Sá, no programa A Voz do Povo. O governador Confúcio Moura disse que já alertou os secretários como quer o seu governo. Mandou corrigir erros, que os secretários incorporassem o seu estilo de governar e ainda afirmou que “daqui por diante, quem não se adequar, vai ser demitido via blog, e não tem conversa”. “As pessoas cobram resultados de mim, por isso não posso esperar muito. Quem não se ajustar, terá que ser trocado, é natural”, completou.
Marcos Cruz, uma história de sucesso!
                Tive a oportunidade essa semana de conhecer pessoalmente o empresário Marcos Cruz, idealizador do grupo Canopus. Mais uma vez, agradeço a oportunidade ao amigo Mauro Brisa, afinal, os grandes convites de minha que marcam a minha história de vida cultural em Porto Velho.
                Esperei ansioso durante a semana, pois não é todo dia que se tem o lançamento de um livro em Porto Velho, principalmente um livro que conta a história de uma família que é voltada para o mundo empresarial, coisa rara em famílias brasileiras de publicar a saga de sua trajetória em livros ou mesmo filmes documentais. Essa experiência, me fez reportar as lembranças dos livros escritos por José Lins do Rêgo, que conta a saga de uma família nordestina, na qual a família teve sua vida voltada para o mundo empresarial com a produção de açúcar na várzea do Rio Paraíba.
                O cenário escolhido para lançamento do livro foi o Sest/Senat as margens da Br. 364 na capital rondoniense. Estava ansioso para conhecer o empresário Marcos Cruz. Fiquei o tempo todo na companhia do meu amigo Mauro Brisa e Marcus Eugênio a espera do autor do livro, Canopus: uma história de sucesso. Quando menos esperei, entrou um homem no salão com esposa e filhos. Fiquei observando, ele foi cumprimentar todos os presentes e ai me perguntei, não estamos em tempos de campanha eleitoral para chegar alguém e cumprimentar todo mundo que vê sua frente?
                O homem logo chegou a nós cumprimentando a todos nós. Fitei seus olhos e puxei assunto perguntando se a marca chinesa Chery seria igual à marca russa Lada que tive um enorme prejuízo no passado. Marcos Cruz explicou que a Chery do Brasil seria bastante diferente e que até o final do ano teríamos grandes novidades no mercado de carros no Brasil. Pois os chineses, diferente dos russos, vieram pra ficar e conquistar uma fatia interna do mercado interno brasileiro na venda de carros seja ele, popular ou de luxo.
                Mas vi nos olhos e na simplicidade do empresário, um homem de negócio, um homem de astral diferente, um homem com intuição para os negócios, que em seu discurso relatando a sua história de vida pessoal e empresarial, percebi que não era um homem comum, mais um homem de coragem, determinação e com um grande carisma, além de muita disposição para o trabalho desde quando era criança.
                Ainda conversando, perguntei se conhecia o ex-senador paraibano Raimundo Lira, este foi pioneiro na Paraíba na revenda de carros da Chevrolet, Ford e Mercedes Benz. Pois Lira esposo de Gitana Lira, ela filha do ex-governador Argemiro de Figueiredo, convivi em duas eleições, ou seja, 1994 e 1998. Pois Raimundo Lira foi eleito senador em 1986, o mais votado até então na história política da Paraíba. Veio a reeleição em 1994, mas o povo preferiu Humberto Lucena e Ronaldo Cunha Lima e em 1998, desistiu da candidatura em apenas 45 dias de campanha e declarou apoio ao ex-governador Tarcisio Burity, que perdeu a eleição para Ney Suassuna. Marcos Cruz com sua simpatia mergulhou na conversa falando sobre Lira e sua passagem pela cidade de Campina Grande na Paraíba, que é considerada a Rainha da Serra da Borborema.
                Estranhei muito na cerimônia, pois antes do autor falar, quem fez uso da palavra foi sua esposa e filhos. Daquele momento em diante, vi que não se tratava de um empresário comum, mas de alguém que foi experimentado pela vida. Assim, fiquei atento a fala de todos e vi que se tratava se um exemplo de família, unida por um único propósito, o da felicidade.
                Em seu discurso, Marcos Cruz revelou que estava morando com sua família nos EUA, uma experiência de vida impar segundo ele. Depois de toda a cerimônia, seu filho, Marcos Júnior veio até nós puxar uma boa conversa. Foi nesse momento que perguntei como era viver em Boston e se o presidente Barack Obama tinha sido um estelionato eleitoral para o povo dos EUA. O jovem foi enfático em dizer que a vivência em Boston é muito diferente da realidade brasileira e que o primeiro presidente negro dos EUA nutria da simpatia do povo.
                Terminado todo o vento mergulhei na leitura do livro e a passagem que me chamou atenção foi o seguinte relato:

“Marcos reconhece que sofreu bastante no inicio por ter um temperamento mais generoso e por não ter cultivado, no tempo em que trabalhava com o irmão, o hábito de decidir. Para ilustrar essa fase, conta que resolveu ajudar um amigo que tinha trabalhado muito tempo com ele e Francis, e o convidou para fazer uma sociedade, oferecendo-lhe um percentual de sua loja de autopeças. Pouco tempo após a oficialização do acordo, o amigo quis se separar e pediu a “parte dele”. Marcos teve que ceder e o ex-sócio ainda abriu uma loja de autopeças em frente à dele para lhe fazer concorrência. “Com o tempo, aprendi a não ser bobo, e a ser mais duro e exigente com as pessoas, porém sem ser rude”, diz”.

                A leitura do livro, Canopus: uma história de sucesso eu recomendo. Em apenas dois dias realizei tal proeza, ou seja, mergulhei profundamente na história de Marcos Cruz e sua história de vida pessoal e empresarial. Fiquei atendo a cada mensagem do livro e desejo fazer de seu relato, mais uma soma de experiência para a minha e através de depoimento, passar tal experiência de leitura para os tantos amigos que tenho e que ainda vou ter.
Porto Velho, a cidade que precisa acontecer!
Parte I – Um breve relato
                Cheguei a Rondônia aproximadamente há seis anos, minha porta de entrada foi o Aeroporto Governador Jorge Teixeira. Cheguei à noite e com muita chuva, pois dezembro no calendário climático para região norte, de acordo com o dito popular, é tempo das águas. Sendo assim, não pude ver a Porto Velho da madrugada.
            Mas quando amanheceu, logo fui andar pelas ruas do centro da cidade, percebi que Porto Velho era uma capital com aspecto de cidade média, parecida com Campina Grande na Paraíba ou mesmo Mossoró no Rio Grande do Norte. Mas o que me chamou mais atenção foi como se apresenta as formas da paisagem urbana para quem chega pela primeira vez.
            Percebi também o abandono com a história cultura da cidade se deteriorando, casas antigas sendo demolidas para dar lugar a construções de arquitetura moderna, sem respeito algum as gerações futuras, afinal, a história de um povo deve ser guardada de forma materializada, não apenas nas lembranças da memória e passada verbalmente de geração a geração.
            Fui ao que sobrou da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, fiquei perplexo diante do abandono, para mim que valorizo tanto a cultura e que pautei toda minha vida valorizando a cultura, a história, a geografia, ou seja, mergulhado nas ciências humanas para entender a sociedade do lugar e dos lugares. Tentava buscar respostas na minha mente para ato tão nociva para história do lugar e o desrespeito a memória de um povo.
            Sinto em dizer, que via Porto Velho com o olhar de turista e digo que nunca se passou em minha mente, passar a ser mais um bandeirante de Rondônia. O meu primeiro olhar foi o de quem visita pela primeira vez o lugar. A aonde chego, vou caminhar pelas ruas, pego ônibus, vou até o ponto final e volto ao ponto inicial. Com esse tipo de comportamento, vou descobrindo o lugar e observando os costumes das pessoas.
            A nossa capital quando cheguei não tinha Shopping Center, as vias de acesso ainda não eram duplicadas, a euforia das usinas não existia, nem mesmo a idéia. As obras estruturais estavam a passos lentos e nem mesmo a política estava tão dinâmica. As mudanças vieram rapidamente com as Usinas do Rio Madeira, mas com ela, não veio às compensações ambientais e sociais tão esperadas. E o pouco que aconteceu, não é perceptível a quem mais precisa.
            Assim, a partir de uma que frase que “Porto Velho é a cidade que precisa acontecer”, pronunciada pelo radialista Mauricio Calixto, que tanto admiro o seu trabalho e sou ouvinte assíduo, ou melhor, me divido ente ele o Arimar Souza de Sá. Resolvi fazer um trabalho de documentação dos descasos da administração pública municipal com a nossa capital, que ainda muito precisa sofrer uma grande reforma urbana em sua paisagem geográfica e finalizo com uma frase do senador Cristovam Buarque: “Prefiro desagradar falando o que ainda não foi ouvido, do que agradar dizendo o que já ouviram”.